23 de jul de 2015

Érica e eu

O velho provérbio dizia "quem fala demais dá bom dia a cavalo". Os cavalos não avançaram tanto, mas meu carro já fala comigo. É até um alento, já que ando me sentindo só.
Aliás, foi através da fala que descobri que meu carro é mulher. Botei o nome de Érica. Não sei explicar por quê, mas Érica parece nome de lancha, e por isso achei bom para o carro.
Esses mecanismos de fala ainda tem o que avançar, precisam ser mais afáveis. Eu cutuco o volante e Érica responde secamente, sem a menor simpatia.

- Por favor, diga um comando.
- USB.
- USB. Por favor, diga um comando.
- Reproduzir.

Acho que máquina gosta de resultado, e ela acabou de atingir seu objetivo. Neste momento, muda o tom e dá para sentir alegria - a voz sai maviosa.

- Continuar a reprodução!

Mas quem programa esses softwares precisa ter um pouco mais de sensibilidade - priorize-se a regra mas considere-se a exceção. Algumas coisas me deixam chateado. Por exemplo, quando peço para reproduzir a canção Expresso 2222, ela diz:

- Reproduzindo faixa Expresso Dois Mil Duzentos e Vinte e Dois.
- Pô, Érica!

E a pior de todas, é quando eu tenho que dar o comando:

- Reproduzir artista Raul Seixas.

2 comentários:

Miss. Tério disse...

Toca Raul, Érica! Saudades de você, Baiano! Quando virá a VCA? Já tem voo de BSB pra cá! Beijos!

d1T0 disse...

Véio, vc ainda bloga?! (pergunta retórica)
Vc tem facebook, alguma coisa de depois de 2010?
Mande e-mail. Quero me atualizar.

rlpereira@gmail.com
d1T0