7 de nov de 2014

Pinto Dois (ou "Mulher na carona também é perigo").

Essa foi do meu tio. Estávamos conversando sobre as mulheres no banco do carona e suas chiadas. Minha mãe, por exemplo, toda vez que sai comigo, eu dirigindo, "salva minha vida" umas quatro vezes. Impressionante como 99,47% das vezes que saio com o carro é sem ela, e estou vivo até hoje.
Numa dessas quase que ela causou um acidente: deu um grito assustador e eu freei no susto. O tempo que eu tinha calculado de cruzar a pista passou, e o carro que vinha em nossa direção teve que frear. De moto.
Mas me embrenho. Foi numa dessas que meu tio vinha com a ex-esposa, grávida de sete meses, para cruzar a contra-mão na Cardeal e entrar na garagem, num ponto um pouco perigoso, logo após uma curva. Olhou, embicou e ela deu um desses gritos desconcertantes - freou. Eu sei bem como é - é um susto como se houvessem visto algo muito importante, e que a gente não percebeu. E aí fazer o quê? Frear...
Vinha um carro correndo pela curva e, para desviar dele, saiu cantando pneu, bateu no meio fio, perdeu as duas rodas e um eixo.

- O que foi, Joyce?
- Um pinto! Você não viu?
- Porra... ver eu vi! Mas não podia frear por causa de um pinto! Podia ter matado o cara, ou a gente!

O pinto sobreviveu. Depois teve que se explicar para o policial da SET.

- Mas porque o senhor freiou bruscamente?
- Um animal cruzou o caminho, senhor.
- Um animal? Que animal?
- ... Um pinto.
- Se for um boi eu não paro.
- Esse é um direito do senhor. Eu paro.

Acabou que o cara ficou no prejuízo, e o pinto vivo. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

[]´s

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