7 de nov de 2014

Como uma puta.

Expressão idiomática.

Com meu distanciamento temporário do meio acadêmico, já me é perceptível um esfriamento das ligações entre os meus dois neurônios. Tal ocasião tem me impedido de utilizar minhas boas sacadas e meu bom humor rápido e inteligente habituais. Agora, como exemplo, mesmo escrevendo, que se tem mais tempo para pensar do que falando, não pensei em nada mais original para apelidar meus neurônios do que Tico e Teco ou Bruno e Marrone. Débi e Lóide, talvez... Mas teria demorado demais se fosse para encaixar na conversa.
Enfim. O mesmo ocorre quando vou tentar fazer analogias. Tenho me utilizado do curinga idiomático que é o "como uma puta". Sempre que é algo sujo, sexual ou pejorativo, ele cabe.

- E Fulano?
- Apanhou como uma puta.
- De tirar sangue?
- Sangrou que nem uma puta.
- Ê! Que é isso! Porque as coitadas das putas apanham e sangram desse jeito! Que sofrimento! Coisa feia!
- ...
- Ainda tá no hospital?
- Tá não. Já voltou ao trabalho. Aquilo é ruim que só uma puta.

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- Quer dizer que cê já pegou Fulana?
- Fode bem como uma puta!
- É mermo, rapá? E largou porquê?
- Chia feito uma puta! Fica ligando que nem uma puta, depois.
- Porra...
- É...
- Mas uma putinha gostosa.
- Gostosa que nem uma puta...

[]´s
(Esses diálogos nunca existiram. De verdade. Uso a expressão, mas não cafajeste como uma puta, para dizer coisas como no segundo diálogo.)

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