28 de mai de 2014

Luca Melo e o carrinho quebrado.

Causo - Luca e o carrinho.

Luca é meu sobrinho. Quatro anos.
Ontem ganhou um carrinho de controle remoto. Um porschezinho vermelho, nada demais, mas bacaninha.
Dei o presente e saí por duas horinhas. Quando voltei, ele estava do lado de fora da porta de casa, na área comum. O prédio é escada, dei de cara com o moleque.

- Tio Didio! Tio Didio!
- Diga, cara!!
- Eu não quebrei o carrinho não, viu?
- Mas... o carrinho tá quebrado?
- Não! Tá funcionando!

Sei.
Perguntei para Ana. O carrinho tinha descido escada abaixo, e após tal experiência cinematográfica, não vinha apresentando total controle de suas funções motoras.
Mexi no carrinho - a bateria estava baixa. Certamente o atrito das rodas aumentou no acidente, e com a bateria já baixa, o motor não empurrava. Troquei as baterias e funcionou.
Luca estava brincando no térreo, e deixei para avisar depois.
Mais tarde, conversando com sua bisavó, minha avó Maria, fazia-se de coitadinho e queixava-se:

- Vovó Lessi me deu um pintinho que pula! Tio Didio me deu um carrinho, mas já quebrou!

Percebendo que tinha falado na minha frente, e que eu olhei para a cara dele, imediatamente consertou, afastando o telefone do ouvido.

- Quebrou mas foi só um pouquinho, viu tio?

Moleque...


[]´s

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