13 de set de 2011

Meu carro, pô...

Pobre é uma tristeza...
Dei entrada no hotel bacana. Entreguei a chave do carro para o camarada que fica à porta para estacioná-lo. Tomei café da manhã calmamente. Quando subi para o quarto, alguém já estava atento para me acompanhar no elevador carregando minhas bagagens.
Me atrapalhei com a chave-cartão, dispensei educadamente as explicações sobre acionamento das luzes e eletrônicos, ajeitei rapidamente minhas coisas, fui para o treinamento.
E até o meio da tarde não conseguia deixar de pensar na chave do carro, que eles nunca tinham me devolvido. Imagens mentais me atormentavam - alguém passando com meu carro por Taguatinga, ou o carro parado junto a um desses botecos da Asa Norte, ou batendo num Corsa Sedã.
Durante um coffee-break resolvi deixar o orgulho de lado. Presumia que estava fazendo besteira, mas mesmo assim perguntei discretamente a uma colega que me inspirava confiança.

- Vem cá... Eles não devolvem mesmo a chave do carro?

Passei atestado de tabaréu, claro. Ela elegantemente me tranqüilizou. Ao menos pude prestar mais atenção às aulas, doravante.