23 de jun de 2010

Trânsito brasiliense

Brasília está enfrentando uma greve de ônibus, o que é especialmente ruim para mim, que estou aqui sem carro. Por sorte tenho carona com uma colega para ir e voltar do trabalho.
Hoje pela manhã, durante a carona, tocava uma música incrível (de ruim) que falava que São Paulo tinha que ser ao lado de Madri, e rimava portunhol com português de corno. Parou a música e entraram os comentaristas da rádio, que são bem divertidos. Eis que o que conduzia a conversa, do estúdio, chama o que está no estacionamento da Catedral para falar sobre o trânsito.

- Vai daí, Valter Vanei!
- Oi, Paulo! O trânsito segue sem maiores problemas aqui no Eixão! Temos o registro apenas daquelas mesmas três ocorrências, sem feridos graves. Carro e moto na EPTG, um carro e um caminhão no acesso norte, e o único ônibus que circulava conseguiu catar um carro na Ceilândia!

9 de jun de 2010

Se lá é música baiana...

Estou pegando carona para o trabalho com uma colega aqui em Brasília desde que cheguei, já há uns bons quinze dias.
Passou um bom tempo nesses dias que percorríamos o trajeto conversando e, eventualmente quando faltava assunto, em silêncio.
Anteontem, não sei se por ter pensado no jeito de fazer ou por saudade de ligar o som, ou as duas coisas, ela me veio com essa:

- Ô Diógenes... Lá vocês gostam muito de música baiana, não é?
- É, Ester. Tem muita gente que gosta, sim...
- Pois é! Aqui o que a gente gosta é isso, ó! - e liga o som.

"Te dei o sol/te dei o mar..."

E daí em diante toma-lhe sertanejo e brega moderno. Ô dureza...

7 de jun de 2010

Violão e estrada...

Isso é meu...
"Rejeito todos estes sonhos que nunca foram meus." Me falaram disso recentemente. Isso é uma grande verdade.
Se eu tirar as coisas nas quais acabo acreditando, e que pensando bem não são minhas verdades, sobra pouco.
Acho que sobra uma empresa, o violão, dirigir pela estrada, e mulheres... Talvez, mas só talvez, além desses, escrever durante a minha vida algo digno de nota.

Tem um trecho de uma música de Knopfler na qual o personagem diz "now we're going to West Helena/to gamble, drink and whore", com um jeito de quem vai descansar, se refazer, ter um pouco de paz.

Me falaram dos meus abandonos, e é nisso que eu sinto vontade de me abandonar.