30 de jan de 2010

Traído...

Fui ontem numa festa de formatura com um casal de amigas. Que se bem entenda: eram minhas amigas e formavam um casal.
Elas não pretendiam dar na pinta. Eis que uma delas era mais animadinha para dançar, e perguntou para a outra se ela se importava que ela dançasse com um ou outro carinha.
Teve a resposta de que, não beijando, podia dançar à vontade...
Aí é que aconteceu a parte engraçada da história. Ela começou a dançar com um cara mais juntinho, encoxava, ia até o chão, dançava agarrado, tudo o que tinha direito. Bonitinha que é, o cara começou a dar em cima dela. E para fugir da situação, sem dar na pinta, ela disse que era minha namorada.
Mais tarde, com outro, repetiu-se a mesma história. E dentro de mais um pouco de tempo eu passei para buscar cerveja e o cara tava no canto, encostando ela na parede, no maior xaveco, tentando beijar.
E eu pensando com meus botões que, supostamente, eu deveria dar um murro nele...
Saí de lá como o maior corno da festa, certamente.

26 de jan de 2010

O conector foi conectado.

Sempre que plugo o fone de ouvido, aqui, o Windows me mostra, talvez sem noção da profundidade do que diz, uma caixinha comunicando "O conector foi conectado". Fico pensando na beleza dessa frase. Complemento-a, mentalmente, silenciosamente, de várias formas.
"O conector foi conectado. E assim, tendo realizado seu propósito de vida, sentiu que já podia partir feliz."

"O conector foi conectado, e viveu feliz para sempre."

"O conector foi conectado e, ao sê-lo, cantou Gilberto Gil: 'O melhor lugar do mundo é aqui... E agora!'."
"O conector foi conectado, a chuva choveu, o vento ventou, a lembrança foi lembrada, a comida foi comida."

6 de jan de 2010

Pequena teoria sobre conversas

Eu tenho percebido que existem três tipos básicos de conversa - aí englobando o diálogo e o discurso - que podem ser percebidos e tratados diferentemente.
O primeiro, mais simples, é a conversa franca - onde as pessoas expõem argumentos nos quais realmente acreditam, sendo que ao final, é possível construir, concordar, ou não.
O segundo, que pode ser consciente ou não, é a conversa de ataque e defesa. Nessa, o indivíduo não se preocupa com o objetivo nem com a possível construção proporcionada pelas idéias em argumentação. A conversa, para este indivíduo, transforma-se num jogo onde alguém tem que perder, e tudo o que ele diz é no sentido de se defender (mostrar que é inocente, suas qualidades, seus bons feitos, não necessariamente de forma conectada ao assunto da conversa) e atacar seu interlocutor ou seja lá quem defenda algo diverso (mostrar que este é mau, seus defeitos, seus erros, não necessariamente de forma conectada ao assunto da conversa).
É este tipo de conversa que freqüentemente se torna um jogo de paciência, uma briga agressiva, ou até uma rivalidade, pois ela tende a se desconectar do seu objetivo, que muitas vezes é algo simples, e a se tornar uma competição para demonstrar quem é bom e quem é ruim. Muitas vezes as pessoas entram nesse tipo de conversa de forma instintiva, embora haja quem o faça de propósito. Existem pessoas com maior ou menor tendência a este comportamento.
Um terceiro tipo de conversa é a conversa inescrupulosa. Esta é muito comum em políticos, e mescla elementos da segunda conversa - o ataque e a defesa - com a total falta de importância dada à realidade. Essa não busca o ataque e a defesa necessariamente em fatos, ainda que desconectados do objetivo principal, mas simplesmente em argumentos percebidos como convincentes. É pensada de forma estratégica e busca deliberadamente suportar uma idéia, a qualquer custo.

Eu só gosto do primeiro tipo.