Já estava desconfortavelmente instalado no meu assento do Airbus A330 (!), Salvador - São Paulo, quando passa ninguém menos que o pigmeu mais tchuque-tchuques da TV brasileira: Oscar Filho, o pequeno pônei do CQC.
Quer dizer... Não é um Danilo Gentili, ou um Rafinha Bastos, mas ainda assim... Antes ele que o Marco Luque, ao menos.
OF - Porquê? Você acha eles mais bonitos do que eu, é isso?
DP - Não... Mais engraçados, mesmo.
----(O diálogo acima é mera ficção, naturalmente. Mas até que poderia ter ocorrido.)
Descia do Shopping Higienópolis em direção à estação Marechal Deodoro, um frio daqueles, noite já avançada, e na caçamba d'um caminhão encostado um trabalhador entregava, meio que jogando, sacos de cimento para os seus dois colegas, que os carregavam para um terreno ao lado. A atividade tomava o espaço da passagem, mas eu ainda me aproximava e não tive que parar.
Entregou para o primeiro, que saiu, para o segundo, e calhou de sincronizar a ida deste segundo com minha passagem, o que me deixou o caminho desobstruído.
O camarada, que acompanhava minha apreensão, me olhou com uma expressão algo sorridente.
- Nem adianta me entregar que eu não vou carregar, não. - retruquei.
-----------(Forma de cortar o frio?)
Sei que não é lá assunto, mas agora tenho um celular com TV. (Um brinde à 25 de março!) Isso é bom especificamente porque eu não deixo mais de sair nas manhãs de domingo, quando houver Fórmula 1.
---------(E tela sensível ao toque!)
Gripei feio. E, como se pode perceber claramente, para completar estou com insônia...
25/06/2009
21/06/2009
A parte que não se aproveita
É claro que não se publica no orkut as fotos disso, mas a gente tem que reconhecer a existência disso.
Eu faço coisas das quais me arrependo, além de me arrepender de coisas que eu não fiz. Eu fico triste, às vezes. Às vezes acho as coisas difíceis. Algumas besteiras, volta e meia, me parecem obstáculos quase intransponíveis.
Tenho momentos que eu não quero as festas, e tenho vergonha de alguns aspectos de quem eu sou. Tem momentos que eu não quero ver nada nem ninguém, e sequer quero as janelas abertas. Quando isso acontece em fins de semana, ou em finais de tarde, freqüentemente levo a cabo tais (não) quereres.
Será que quem vai sempre nesse ânimo, sempre em frente, sem arrependimentos, sem tempo para o outro lado, sabe direito para onde está indo? Dá tempo para traçar, analisar, corrigir algum rumo?
Eu faço coisas das quais me arrependo, além de me arrepender de coisas que eu não fiz. Eu fico triste, às vezes. Às vezes acho as coisas difíceis. Algumas besteiras, volta e meia, me parecem obstáculos quase intransponíveis.
Tenho momentos que eu não quero as festas, e tenho vergonha de alguns aspectos de quem eu sou. Tem momentos que eu não quero ver nada nem ninguém, e sequer quero as janelas abertas. Quando isso acontece em fins de semana, ou em finais de tarde, freqüentemente levo a cabo tais (não) quereres.
Será que quem vai sempre nesse ânimo, sempre em frente, sem arrependimentos, sem tempo para o outro lado, sabe direito para onde está indo? Dá tempo para traçar, analisar, corrigir algum rumo?
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