
Uma frase de MSN de gente normalzinha, que eu vejo por aí, é dando a dica de que para ser feliz não se deve se apegar a pessoas ou a coisas, e sim a uma meta.
Eu sou bem um desses caras que não consegue decidir entre uma pizza de atum ou uma lasanha de quatro-queijos, imagina lá se eu vou saber o que eu quero da vida.
Meia volta, por aí, me pego dando respostas genéricas, impensadas, para perguntas comuns. Quer ter filhos? Quer casar? Quer ter uma cerca branca? Quer viajar o mundo? Quer aventura? Quer aprender a falar javanês? Você acha que a gente encontra esse povo, depois, em outro plano?
Tem vezes que penso, me desculpem a expressão comum, que há algo de profundamente triste em ter a vida planejada, conectar a felicidade a metas, prazos e indicadores. E outras vezes penso, olha lá a autocrítica, que há algo de profundamente triste em não saber escolher entre a pizza de atum e o sanduíche da Subway. Às vezes, penso na minha idade, e por vezes parece que minha vida vai acontecendo e eu não dou muita importância.
Mas, fora estes domingos ou sábados nos quais não dá vontade sequer de sair da cama, a vida não é feita de dias tão tristes.
Talvez, quem sabe, eu devesse velejar...
