Pra vocês verem como são as coisas. A França doa dinheiro à ONU à título de "Ajuda Humanitária", ou, em outras palavras, caridade.
Mas direciona, e tem o direito de fazer isso, o dinheiro para uma ex-colônia na África, paupérrima, recém saída de guerra civil, etc, etc. E para que seja aplicado em uma consultoria, para fazer um projeto de agricultura sustentável, que diminua a insegurança alimentar na região.
Da consultoria, contratada pela ONU, participam, vejam só: nove franceses e dois não-franceses. Recebem, portanto, o dinheiro enviado pela França.
Os não-franceses tentam convencer os franceses a ir para o interior do país - que não parece nem um pouco com um passeio nos Campos Elísios, em Paris -, para estudar a fundo as necessidades e particularidades locais. Os franceses, em maioria, impõem a opinião de utilizar um estudo que já havia sido feito em um país vizinho, com pequenas adaptações, e sem necessidade de ir a lugar nenhum.
E depois, se a gente pega um informativo da ONU, tá lá essa grana, entre a muita grana que a França dá para ajuda humanitária. Vai saber o quanto não é assim...
[]´s
30/06/2008
26/06/2008
Em Relações Internacionais
Milani joga com o regulamento. Entrega a prova no finalzinho do semestre.
Eu não estava assim tão seguro, mas quando ele chamou meu nome em terceiro lugar, pensei logo que era desses professores que organizam as provas da maior para a menor nota.
Estava certo, pelo jeito. Ele perguntou, ao ler meu nome: "Diógenes é você, né?" como quem estivesse meio surpreso.
Joguei sudoku uma vez durante a aula, e ele ficou chateado. Depois não me deu mais voz na sala. Não tive como me redimir, nem como discutir o que pensava. Mas, depois dessa nota, quem sabe ele orienta minha monografia?
Afinal, 8,4 de Milani pode ser considerado praticamente um 10.
[]´s
Eu não estava assim tão seguro, mas quando ele chamou meu nome em terceiro lugar, pensei logo que era desses professores que organizam as provas da maior para a menor nota.
Estava certo, pelo jeito. Ele perguntou, ao ler meu nome: "Diógenes é você, né?" como quem estivesse meio surpreso.
Joguei sudoku uma vez durante a aula, e ele ficou chateado. Depois não me deu mais voz na sala. Não tive como me redimir, nem como discutir o que pensava. Mas, depois dessa nota, quem sabe ele orienta minha monografia?
Afinal, 8,4 de Milani pode ser considerado praticamente um 10.
[]´s
16/06/2008
Fortes e zangados.

Esses dias, entre um copo e outro, com uma turma boa de amigas lá em casa, preparando uma mesa de pôquer, ouvi uma frase que me provoca certo mal-estar.
- Ele acabava com você!
A frase foi cometida por uma ex-namorada (ou namorico, como ela mesma definiu). Ele, no caso, era o ex-namorado dela à época, com quem, por uma dessas confusões relacionais do meu passado pastelão, em um determinado momento houve a possibilidade de confronto físico. Com ele, quero dizer, porque com ela o confronto físico existia, mas um confronto gostoso, sem ninguém ferido no final (ou pelo menos não muito)...
O engraçado é que algumas vezes estive em situações assim – complicadas – e, na maioria delas, ouvi essa sentença da mulher envolvida. “Ele acabava com você!”. Não com as mesmas palavras, claro, mas com o mesmo espírito.
Incomoda porque:
1 - Mexe com meus brios: afinal, no canto esquerdo do ringue tem eu! (com 85 quilos, 1,75m, treinamento em nada). Briguei uma vez depois de velho e nem chegou a ser uma derrota – graças aos seguranças que chegaram rápido, senão provavelmente, dada a desvantagem numérica. Ainda assim, acho, ou quero acreditar, que me defendo bem, numa necessidade.
2 - Me deixa preocupado. Porque diabos todo corno que eu cutuco com vara curta tem que ser dos grandes? E se depois uma dessas brigas realmente sai? Porque elas não namoram uns malucos de metro e meio, sensíveis, magrinhos e asmáticos? Que escrevam poesias e toquem flauta-doce? Devem ser mais interessantes do que esses brucutus...
Por outro lado, sempre que ouço essas – e sei que não vale a pena discutir –, penso comigo mesmo, para compensar o ego, que ao menos a mulher eu peguei.
14/06/2008
Verdade seja dita.
Esses dias esteve lá, dando uma aula para a turma de Gestão Pública e Governo Local, da qual participo, o secretário de educação de um município da Região Metropolitana de Salvador. Ex-professor da UFBA, diga-se.
Um tanto desiludido com a UFBA, um tanto desiludido com um bocado de coisas. Em um momento, explicou que a prefeitura era do PSDB e que ele não é de direita, mas que a prefeitura queria alguém que resolvesse o problema, e ele queria poder resolver o problema.
E, em vários outros momentos, ele dizia por “a mais b”: que nunca houve preocupação real com a educação nesse país, até a chegada do presidente Lula; Que antes os recursos eram repassados de tal forma, seguindo tais critérios ou sem critérios claros, e que, desde o governo Lula seguem tais critérios, claros e corretos; Que os recursos aumentaram em tantos porcento, o valor para merenda de tanto para tanto mais, o salário dos professores, as exigências de formação e concurso, e tal, sempre citando o presidente Lula.
Em um dado momento, meu professor, o titular da matéria, que convidou este colega para dar a aula, interferiu:
- Mas rapaz, você tá um cabo eleitoral retado do presidente Lula, hein?
- Não sou cabo eleitoral de ninguém, Paulo! Trabalho lá a convite do PSDB, inclusive! Mas a verdade tem que ser dita! Se eu que vivo aquilo ali no dia-a-dia não disser, quem vai dizer melhor que eu?
E toda a resistência direitista, forte lá em ADM, não teve jeito de não ficar calada...
Um tanto desiludido com a UFBA, um tanto desiludido com um bocado de coisas. Em um momento, explicou que a prefeitura era do PSDB e que ele não é de direita, mas que a prefeitura queria alguém que resolvesse o problema, e ele queria poder resolver o problema.
E, em vários outros momentos, ele dizia por “a mais b”: que nunca houve preocupação real com a educação nesse país, até a chegada do presidente Lula; Que antes os recursos eram repassados de tal forma, seguindo tais critérios ou sem critérios claros, e que, desde o governo Lula seguem tais critérios, claros e corretos; Que os recursos aumentaram em tantos porcento, o valor para merenda de tanto para tanto mais, o salário dos professores, as exigências de formação e concurso, e tal, sempre citando o presidente Lula.
Em um dado momento, meu professor, o titular da matéria, que convidou este colega para dar a aula, interferiu:
- Mas rapaz, você tá um cabo eleitoral retado do presidente Lula, hein?
- Não sou cabo eleitoral de ninguém, Paulo! Trabalho lá a convite do PSDB, inclusive! Mas a verdade tem que ser dita! Se eu que vivo aquilo ali no dia-a-dia não disser, quem vai dizer melhor que eu?
E toda a resistência direitista, forte lá em ADM, não teve jeito de não ficar calada...
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