24/12/2007
Séries ETC...
Esses seriados são meio como as novelas daqui, só que a diferença básica é que você não fica preocupado em como o Arnaldo Tadeu vai conseguir provar para a Maria Julieta que o beijo que ela viu foi armação da irmã malvada para separar os dois. Agora há pouco, mesmo, três e tanto da manhã, eu terminei de assistir o segundo DVD da segunda temporada de Prison Break, e os elementos envolvidos na continuidade do meu interesse eram fuga da polícia, conspiração governamental, um sociopata que fugiu com os cinco milhões de dólares, e até o Fernando que tá indo resgatar a Maricruz que quase casou com seu primo mau, é bem verdade, mas para isso ele vai ter que despistar a polícia e o FBI...
Eu, com essas minhas idéias fixas nacionalistas, ainda fico pensando em porque é que a gente não consegue fazer uma boa série de TV aqui. Não acredito que faltem bons roteiristas, nem que falte dinheiro à Globo. Mas o que a gente tem de melhor (menos pior) é A Grande Família, talvez... (?)
Ficar vendo aquela xaropada de Agostinho e Bebel tá foda. Ninguém merece.
[]´s
22/12/2007
Fim de festa...
[]´s
18/12/2007
Pipoca.
Quase botaram fogo na casa com uma panela de óleo para fazer pipoca esquecida no fogão, enquanto assistiam TV. Davi abanou a fumaça sobre a panela, o que precipitou o incêndio, e Val tacou água no óleo para apagar. O teto está preto, a boca do fogão mais ainda.
Por sorte ninguém se queimou, mas pouco depois Val começou a sentir muita dor nas costas. Suspeitamos de intoxicação pela fumaça. No final das contas, o médico verificou e foi só tensão muscular por conta do susto. Tomou um Voltarém.
As vezes parece que as coisas desandam quando eu não estou por perto... E até outro dia eu era só um moleque - eu mesmo já botei fogo na minha própria mão, com álcool. Agora sou eu aqui cobrando que Davi estude na recuperação de matemática - aconteceu comigo, também, mas não na sexta série - e tirando as dúvidas dos exercícios, e tal. E decidindo quais brigas comprar e quais não.
Os papéis vão mudando e a gente se acomoda sem nem ver.
16/12/2007
Glutomancia...
Descobri, inclusive, que eu tenho um certo dom para isso. As pessoas geralmente não me levam a sério quando eu conto, mas eu desenvolvi, através de muito estudo, uma nova técnica, derivada da quiromancia (sendo porém muito mais ocultista), que é a glutomancia.
Com a glutomancia é possível se entender a pessoa, seu futuro, seu lugar no universo, as forças que a regem, os sentimentos que crescem em volta dela. Através da análise dos glúteos. São três linhas bases constituídas: a "linha da vida", representada pela formação existente entre uma nádega e outra, as "linhas da cabeça": formações horizontais existentes sobretudo nas bundas mais velhas, e a "linha do coração", no lado oposto à bunda.
A técnica que desenvolvi tem esse detalhe de só poder ser utilizada com mulheres, pelo motivo óbvio e incontestável de que não há a menor possibilidade de que Vosso Mestre (eu) se aproxime e faça uma análise detalhada da bunda peluda de algum macho.
Mas se você é mulher, e leva realmente a sério a máxima de Shakespeare, que "há muito mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia", manifeste interesse (incluindo foto) para que - havendo horário disponível na minha agenda lotada - possamos marcar uma sessão.
Garanto que sua vida vai mudar...

(Exemplo do comportamento esperado na sessão da técnica ocultista.)
14/12/2007
Cor de Concreto

Às vezes eu penso em escrever, aqui, juntando pequenos fragmentos que me chamam a atenção num dia. Uns meninos subindo no muro da encosta, um encontro cordial entre três pessoas de um grupo político e outra de um grupo adversário, o velocímetro que está quebrado, a pintura cor de concreto, o sol brilhando na Barra. Como se isso fizesse algum sentido maior.
Será que nós, que somos coadjuvantes nesse mundo, temos realmente algo a dizer? Que novidade existe se eu viajo para Ouro Preto, se alguém me fecha no trânsito ou se a empregada está roubando latas de leite?
Ainda se eu curasse o câncer, inventasse a bomba, resolvesse o Brasil.
(Talvez, por essas e outras – e as pessoas não entendem – o que mais faz sentido neste mundo são os momentos ao lado destas lindas mulheres... Ainda que, vendo cinicamente, não chegue ao extraordinário, quem há de negar que supera largamente o insosso, o cor de concreto?)
01/12/2007
Férias.
Eu, que tinha pensado que essas férias seriam as que eu ia esquecer as coisas a resolver.
Mas tudo contribui.
[]´s