29/03/2006


Tudo, tudo mesmo.

O problema é que estamos no meio de muitas coisas. Um desses pactos internacionais - talvez com um título elegante, como o Acordo de Frankfurt, ou o Tratado de Pequim - deveria estabelecer a meta de que se conclua tudo.
Tudo é tudo, mesmo. Como quando a gente livra a nossa mesa de trabalho de pendências, e se organiza para um novo projeto.
Não sei exatamente o termo pronto, mas seria algo como "Pacto da Antuérpia - Parágrafo Único: Tudo deverá ser concluído até a data limite de 31/01/2008." Assinado pelos chefes de estado de cento e cacetada países, e acabou.
Claro, a Argentina pediria mais tempo, ponderaria mil empecilhos. Nada que não se solucionasse com uma ameaça de embargo.
Daí, em 01/02/2008, a gente começava com mais calma, organizadamente, sem esse panavuê instituído.

O Duelo.

Far, far away.

Num reino distante, dois poetas duelam pelo coração da princesa.

- Serei tua armadura e escudo, luz dos meus olhos, contra o fogo do dragão!
- Serei o dragão, mas só enquanto estiveres por esta armada. Quando livre, ó donzela, serei teu manto e aqueceremo-nos no frio.
- Dragão você já é, com essa cara e esse bafo!
- É da sua mãe o bafo, filho de uma égua!

Nobremente, rolam pelo chão, como cavaleiros épicos .

[]´s

28/03/2006

Pernalonga.


Impossível.

A sala devia ter uns 10m².
A mulher saiu pela porta à minha direita. Em quesão de segundos, voltou com o papel por uma porta à minha esquerda.
E foi aí que eu descobri que eu sou um personagem do Pernalonga, doutor. O senhor também não existe, na verdade...

[]´s

(Mas que eu tomei um susto, tomei...)

Nova moda na Caixa

O Rei está morto!

E a nova moda aqui na Caixa é:

- E aí, meu velho?
- Opa! O que é que cê manda?
- Cê tira aí um extrato, para mim!?

Hehehe.

[]´s
Conforto.

Celular bacana, com múltiplas funções, inclusive despertador: R$ 1.500,00;
Ar-Condicionado 7000 BTU: R$ 800,00;
Aparelho de DVD: R$ 250,00;
Persianas para a janela: R$ 110,00;
Cartolinas para a janela: R$ 6,00;
Acordar 10:40 para chegar ao trabalho 08:00, e começar o dia com o belo pensamento: "Puuuuutaquepariu!": Não tem preço.

Tem coisas que o dinheiro não compra.
Para todas as outras existe Credicard.

(Choveu, não clareou... fui embora.)

[]´s

Li uma sua no Copy & Paste!

Deduções equivocadas.

- Li uma boa sua no Copy & Paste, esses dias.
- Legal! Nunca mais tinham selecionado uma minha. Nem vi! Antigamente eles avisavam! Qual foi?
- Olha... é possível que eles ainda avisem. A que eu li era de 2003...

Ô...

[]´s

27/03/2006

Néctar.

Doce demais.

Não se faz mais suco em caixinha. Agora é néctar.

"néctar

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do Lat. nectare < Gr. néktar, bebida dos deuses

s. m.,
bebida dos deuses;
suco açucarado, que os nectários segregam;

fig.,
qualquer bebida deliciosa, especial;
delícia;
refrigério."

A verdade é que os sucos eram bem melhores. Não consegui gostar de nenhum desses néctares até hoje.

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A verdade é que é difícil manter um regime aqui onde eu trabalho. Sempre, à tarde, vendem pasteizinhos, e se você não compra mas é amigo da galera (gente boa, bonitão, etc), você tem. Fora que as festas são freqüentes.
Hoje mesmo, pela manhã, aniversário de um Super-Visor (que cretinice) teve uma torta enorme de chocolate, refrigerantes e néctares (e que horror a publicidade, às vezes) de uva e pêssego. Acabei me contendo em apenas dois pedaços. Fora dois copos de Coca, naturalmente.
Depois ouvi um estagiário conversando com uma funcionária gostosa (a menina tem uma bunda que só vocês vendo) quanto ao tempo que teriam que gastar na academia para queimar as calorias dos respectivos pedaços de torta.
Tem uma ponta de desdém e uma ponta de desprezo mesmo, no que eu sinto por isso. Mas funciona.
Mas eu gasto tudo com meu intelecto privilegiado. (Há!) :)

[]´s

24/03/2006

Sabe o que é?

Sexta-feira 16:45, depois de uma semana inumana de volume de trabalho, e ainda tenho que enviar algumas planilhas para as agências.
Não precisa me conhecer muito para saber o que eu quero agora.

[]´s

Aula aproveitada.

Consumo.

Ontem meu professor de Gestão de Organizações deu uma pancada na gente. Nada demais. Só jogou na cara dados aos quais ninguém presta atenção.
O Brasil tem, segundo as projeções mais conservadoras, aproximadamente 18 milhões de habitantes abaixo da linha de pobreza. Nas projeções mais esquerdistas, e nesse caso específico, nem tão confiáveis, esse número chega na casa dos quarenta milhões.
Claro, é gente demais. Mas não faz nenhum sentido o velho discurso de que o Brasil, com duzentos milhões de habitantes, é um país de miseráveis.
O Brasil é predominantemente de classe média.
E isso é visível, e é verdade.

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Durante essa mesma aula, quando ele falou sobre cultura de consumo, quase todos concordaram que ninguém passa os quatro, cinco anos da faculdade tendo o mesmo casaco (exemplificou com um de couro). Era uma comparação com a cultura européia, que as pessoas giram menos a economia por não ter essa frivolidade do consumismo.
Enquanto ele falava isso, ironicamente, eu estava passando o bico da caneta através de buraquinhos recém descobertos na minha calça de nylon, que eu tenho há bem uns doze anos, e que eu gosto um bocado.
Quase abro minha grande boca para discordar da generalização e exemplificar - matar a cobra e mostrar o pau. Cansado, achei melhor deixar meu pau em repouso.
[]´s

22/03/2006

O texto abaixo - Visita de Despedida - foi em 28/11.

Ontem, às cinco e pouco da manhã, já abastecíamos o carro. Naquele posto Petrobrás que fica na saída da Bonocô para a BR.
Foram dois carros. Dois tios, um primo e minha avó no Ecosport de um destes. Eu e minha patota no meu Paliozinho.
Meu avô já estava lá.
Trezentos e cinqüenta quilômetros. Boa parte deles, de estrada destruída. De Capim Grosso até Serrolândia está melhor ir pela estrada de terra que margeia a estrada de asfalto, de tão esburacada que a "oficial" está. O carrinho sofreu horrores.
Visitamos vovó Avertina - minha bisavó por parte de mãe e avô.
Uma daquelas visitas "de despedida".
Vovó está a quatro anos de cama. Não enxerga. Entende, mas não consegue falar direito. Difícil a situação. Aí a gente vai, pega na mão dela, e fala:
"É Didio, vó! De Lessinha! Vim ver a senhora! Sua benção!"
E meu avô emendava contando as novidades, naquela perspectiva boa.
"Lembra de Dido, mãe? Tá um homão! Tá fazendo faculdade, e trabalha no banco já. Tem a casinha dele lá em Salvador..."
Apresentou Luca, meu sobrinho:
"É Luca! É seu tataraneto, mãinha! Filho de Luciana, de Lessinha..."
E Luquinha tocava nela meio sem jeito.
Minha mãe, minha avó, meu avô, passavam mais tempo ao seu lado, contando sobre outras pessoas, familiares, amigos de antigamente.
Nós tomamos uma cerveja no bar ali do lado, com os primos distantes de "Serrote", almoçamos, dormimos, acordamos, despedimos de minha bisavó, e pegamos a estrada de volta para Salvador. Saímos umas três e meia. Ainda demos um pulinho na fazenda de Tia Zó, mas sem tempo nem para aceitar o cafezinho. Agora, além dos nossos, o Focus do meu avô.
Chuva torrencial e noite na estrada. Risadas em família, buracos quase estourando pneus, bobagens, menino chorando, conversas soltas, apreensão pela situação, paradas em postos de gasolina para comer salgadinhos suspeitos.
Dez horas da noite, chegamos. Quebrados, depois de rodar mais de setecentos quilômetros de estrada ruim em um dia.
Consternados por "Dona Avertina". Contentes pelo gesto.
E, com o que não se pode lutar, a conformação.


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Nova visita.

Domingo agora ela se foi. A poucos dias entregou os pontos: no mal falado, baixo, rouco, os que estavam acostumados entenderam "eu quero morrer", "o que é que eu estou fazendo aqui?".
E se recusava a comer, comia pouco.
Vovó não sentia dor física. Estava, sim, presa demais pela sua condição. E, nem tinha pensado nisso antes, por manter-se consciente devia sofrer demais em saber da iminência da morte, e passar o dia sem poder distraír-se com a vida.
Dessa vez muito mais gente estava lá. Filhos, netos, bisnetos, tataranetos. E o que se viu foi paz e compreensão, no lugar da revolta. A tristeza, natural, acompanhada do sentimento de que era o melhor para ela.
E somou-se a isso o grande encontro da família, que a tanto não ocorria, e as notícias das vidas de todos, promessas de visitas... Quem sabe, algumas venham a se confirmar.
E a lembrança que me marca da minha bisavó era das vezes em que eu, menino, fui em Serrolândia. Ela, que já era bem velhinha, usava uns óculos grandes e grossos que a deixavam, para quem via, com olhos tão ampliados que ultrapassavam os limites do rosto. Para mim, parecia um personagem de contos de fadas. Por sua prestatividade, ela estava sempre indo buscar um café, um biscoito, bombom, e voltando em nossa direção. E a cena engraçada eram os olhos crescendo exponencialmente a cada passo...

[]´s

13/03/2006

Manias.

.Manias.

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

Agora é que eu não pego mais ninguém. Minhas milhaaaaares de fãs vão desencantar completamente comigo. Culpa da Ilvia! ;)

1 - Mania de cotonete. A Johnson & Johnson deveria me dar um prêmio - melhor consumidor do mundo, sei lá - uso de três a cinco cotonetes por dia. Se for um fim-de-semana, então, e eu estiver em casa, vão dez em um dia. Uso até, algumas vezes, fio dental como cotonete.

2 - Mania de limpeza - banho, lavar as mãos, escovar os dentes, em relação à comida, aos talheres, à louça.

3 - Mania de acender o segundo cigarro no primeiro. Essa me faz bastante mal, mas eu vou parar de fumar.

4 - Mania de escrever durante a aula - quando não estou entendendo, depois de um pouco de esforço, desisto e vou escrever qualquer bobagem no fundo do caderno, ou desenhar. Se bem que eu não entender é raro.
5 - Compulsão por falar bobagens - mas essa vocês já conheciam.

Não tenho muitas manias. A de escrever, mesmo, já nem é tãããão mania assim - mas eram cinco...
Engraçado - depois dessas manias com cotonete, e da relacionada a deixar de prestar atenção, tô me sentindo praticamente um autista.
Ficam na encrenca (e certamente terão o bom senso de falar coisas menos tristes que as minhas):

Silvia
Marina
Mahmah
Ninha
Dito

(Eu acho que essa galera - em parte - não é de fazer isso... Dito mesmo não deve fazer...)

[]´s
Luzes

Cada uma dessas janelas acesas, a esta hora da madrugada, limita alguma razão marginal. O motivo dos que estão fora da hora, dos que estão sozinhos. O entendimento maturado, de quem não apenas engole idéias, mas as deixa no fruteiro madrugadas a fio, e experimenta-as a cada tom.
Mistérios, tal qual a luz de minha janela ao chegar lá. E será que eles também devaneiam?
São olhos abertos, acesos, inquietos no seu mergulho madrugada adentro. Olhos impacientes. Tantos vermelhos, alguns molhados.
Todos jogados pela cidade, como estrelas aceleradas pelo Big-Bang. São objetos passivos dessa inércia em estúpidas velocidades, até que, em choque com outros olhos, supernovas.
E seus destroços vão acender muitas janelas, sua luz se fracionar por muitas lágrimas, se chocar com meteoros, entender melhor os olhos, por essa cidade excessiva, lançadas, a partir do canto da janela, apenas as luzes aos olhos.
Mas a esta hora da madrugada não há perigo - apenas conseqüências.

[]´s

11/03/2006

Mãe Brima.

Questão Humano-Financeira.

- Mãe, quanto a gente ainda deve para Márcia?
- A gente já adiantou setenta, filho...
- E a assinatura da carteira?
- Tô providenciando.
- Então é trezentos e cinqüenta menos setenta...
- Trezentos!
- Mas o salário é...
- Não, mas eu acertei que a gente ia pagar trezentos até minha situação
melhorar.
- Mas quem paga sou eu.
- ...
- Tá. Você assina a carteira, viu?
- Naturalmente. Olha, tem que descontar aí oito vírgula meia cinco do
INSS, que é a parte dela. A gente tá pagando INSS.
- Certo. E os seis por cento do transporte, né?
- A gente não tá dando vale, não. Ela vai andando.
- Ah. Ela mora pertinho, né?
- Na verdade, ela mora até meio longe. Mas o acerto foi esse...

Essa é minha mãe. Brima!

[]´s

09/03/2006

Redirecionando - Rato Branco.

Redirecionando - Rato Branco.

No Expressõesdigitais @. É um rato, mas é limpo.

[]´s

08/03/2006

Dia Internacional do Homem.

Dia Internacional do Homem.
Da série Besteiras que Chegam no E-Mail.


Dia internacional dos Homens!

Vocês acham que é fácil ser homem?

Acaba de ser criado o Dia Internacional do Homem.

Algumas razões para a criação do Dia Internacional do Homem:

1) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina?
R: O prestativo homem!

2) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio?
R: O humilde homem!

3) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo?
R: O sincero homem!

4) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora?
R: O abnegado homem!

5) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado, a roupa lavada, a cozinha limpa e o drink já posto sobre a mesa?
R: O doce homem!

6) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas comos amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha quentinha?
R: O desprotegido homem!

7) Quem é o encarregado de matar as baratas da casa?
R: O valente homem!

8) Quem segura a cauda do rojão quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas?
R: O incompreendido homem!

9) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos?
R: O ágil homem!

10) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o dia das mães, da esposa, da secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher?
R: O dadivoso homem!

11) Quem jamais conta uma mentira?
R: O ético homem!

12) Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e cara cheia de cremes?
R: O compreensivo homem!

13) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês?
R: O calmo homem!

E mais:

Quem pilota a churrasqueira nos fins de semana enquanto todos se divertem? Tem sempre que resolver os problemas do carro? Tem que notar a roupa nova dela? Tem que notar que ela mudou de perfume? Tem que notar que ela trocou a tintura do cabelo de "Imédia 713 loiros" para "Imédia 723 loiros"? Tem que notar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja somente um centímetro? Jamais pode reparar que ela tem um pouco de celulite? Jamais pode dizer que ela engordou, mesmo que isto seja a pura verdade? E quem trabalha pra cacete em prol de uma família que reclama que você trabalha pra cacete!

Depois elas ainda acham que é fácil, só porque nós não usamos salto.

DEUS ABENÇOE O SANTO HOMEM !!!!

[]´s

07/03/2006

Boa tarde!

"Boa tarde!"

Abre-se a porta do elevador, carregando quatro pessoas, e eu adentro com um simpático "boa-tarde!". Ninguém tem a educação de mover um músculo assentindo, e completo instintivamente em pensamento "bando de filhos de uma puta".
Dois andares abaixo o elevador para novamente, e entra alguém civilizado. "Boa tarde!"
Eu, absorto, pensava em escrever isso no blogue, e perdi o momento de responder.
E a moral da história é nenhuma.

[]´s

As duas meninas.

As duas.

Algum estalo separa aquela menina que está disposta a fazer da outra, que apenas vai fazer. Algum nível hormonal, alguma experiência do passado, uma luz na consciência que ilumina seus olhos, ou talvez mesmo anos a fio de vida crua, sem mimos, pelúcias, cor-de-rosa.
Há um ano Rodrigo tinha o boteco em Aracaju, e já iam quase três meses que aquele homem chegava pela hora de baixar a grade, pedia uma cerveja, e bebericava o copo até cinco horas da manhã. Ainda deixava um tanto na garrafa. E naquela madrugada, Rodrigo resolveu sentar-se e puxar conversa com o cliente, que bebeu dezessete cervejas e foi para casa mais cedo, mais bêbado e sorridente, e gastou mais. Voltaria no outro dia sem saber que, ainda aquela noite, Rodrigo havia tomado uma surra de três ladrões para os quais não quis entregar sessenta e quatro reais, e foi hospitalizado.
Coincidência aquele outro ter encontrado o pai do seu amigo em Candeias, enquanto trabalhava no banco. Alguém que acreditasse, diria que foi o destino. Ofereceu-lhe a ladainha de que lá era longe e difícil, e ele o disse que o certo era agradecer a Deus, todos os dias, por ter um bom trabalho.
Nada que a sua avó não lhe pudesse ensinar.
Uns vendem sanduíche na praia, às vezes, e às vezes compram. Outros saem de atendente de bar, aos dezessete, em São Bento, para se aposentar como generais.
E as vezes as coisas dão errado. Qualquer tipo de coisa.
Mas ao devolver um problema de física quântica, para o qual teve quinze minutos, é bom saber explicar porque chegou àquele resultado, que, naturalmente, não está certo.
Talvez o estalo sejam mil megatons, que separam aquelas duas meninas. Uma eternidade de duas ou três horas. E uma vai embora da prova assim que é liberada - para comer chocolates e deitar no ar-condicionado, e receber afagos e depois dizer que está sem cabeça para estudar, e passar a tarde no sofá, assistindo televisão e comendo leite condensado. A outra entrega por último, pega um ônibus, requenta o feijão. Claro - talvez não seja aprovada.
[]´s

Praticamente o Gino.

Semelhança.

Chegou aqui o plano de metas da supervisão para 2006, com os funcionários aos quais as mesmas são atribuidas. Algumas dependem de um único, outras de dois ou três.
Os únicos nomes que não constam na lista são o da supervisora, que naturalemente é responsável por todas as metas, e o meu... que sou praticamente o Gino Passione.
Eles sabem que não precisam me cobrar, que eu colaboro no geral. Agora dêem licença, que eu vou ali pro meio da sala começar a cantar aquele hit da novela "Todo muuundo/Gosta de mim/Todo muuundo/Gosta de mim!"

[]´s

05/03/2006

Mãe se diverte dando não.

Maturidade.

Jogamos War, eu, minha mãe e meu irmão. Ganhei, claro, mas isso não vem ao caso. Depois gamão (Davi foi dormir) - ganhei também, mais que perdi. E depois minha mãe entrou numas de filosofar. E o objeto da filosofia eram os homens. Como se nós que fossemos os complicados de se entender.
E uma das conclusões "acertadas" que ela chegou é que homem só gosta de mulher que se faz de difícil.
As mulheres pensam mesmo isso. A maioria. É uma merda. Dificulta tudo. Querem, e ficam fazendo que não querem porque acham que devem fazê-lo. E nós somos os complicados.
Enfim. Nessa lógica ela me contou uma "coisinha" que vem fazendo ultimamente. Dois exs dela vem ligando, com uma certa freqüência, e ela não quer mais nada com nenhum deles. E dá os nãos super-educados, diz "vou pensar" já sabendo que é não, para depois receber um novo telefonema e dizer que não mesmo. E se é um evento independente do encontro, diz "devo ir", sabendo que não vai.
Um até perguntou esses dias, abrindo o jogo, algo como se "numa boa", ele deveria deixar de ligar e tal. E a resposta foi que não era nada disso, não deveria deixar, que só não vinha dando certo mesmo, mas que ele ligasse, que acabava combinando, etc...

- E você ainda pretende sair com ele? - indago, ao que ela responde num sorriso.
- Nunca! Só quero poder dizer não mais vezes.

Complicados. Nós homens somos complicados. Acho que a palavra mais adequada seria coitados...

[]´s

01/03/2006

O impotente.

Prova em contrário.
Conversa captada de pé de ouvido que me foi contada, não há nenhum correlato meu envolvido na história.

Sete ou oito pessoas sentadas na mesa da lanchonete, no Bompreço. O assunto em pauta era o dos erros médicos - que fulana ficou prejudicada por isso, que beltrano morreu daquilo, e tais. Um dos presentes, sem pestanejar, deu seu depoimento.

- Não precisa citar amigos e parentes, não! Aconteceu comigo! Minha esposa estava tendo dificuldades para engravidar, a gente foi no médico fazer exame de fertilidade e tudo. Três médicos diferentes disseram que o problema era meu - que eu era infértil. Um mês depois, minha esposa engravidou!

O clima pesou, naturalmente. Ficaram uns olhando para as caras dos outros. Uma alma corajosa quebrou o silêncio.

- Mas... você não fica inseguro quanto a...
- Que é isso?! Confio na minha esposa!

O assunto morreu aí. (Então tá...)