31/10/2005

Cuba e Lula.

Crítica - Cuba e Lula.

O título dava até um seriado de televisão. Mas não é disso que pretendo falar.
Veja recebeu uma bordoada de Caetano esses dias. É um exemplo de mau jornalismo, realmente. Quem tem um pouco de senso crítico, ao ler qualquer reportagem da revista, percebe claramente que ela é propositadamente emocional e parcial.
Chinaglia já disse - Veja vai ser processada pelo partido. Natural.
No meu primeiro semestre da faculdade, tivemos a matéria "Comunicação". Vimos um esqueminha interessante quanto à parcialidade dos meios de comunicação famosos. Era um mesmo acontecimento - o fim do mundo - sendo noticiado por diversos focos da mídia baiana e brasileira.
Procurei no Yahoo para mostrar aqui e não achei, mas era algo do tipo (reinvento em espírito, sem compromisso):

Istoé
Suposto Fim do Mundo pode ser manobra de FHC para desviar a atenção dos precatórios.

O meio científico internacional se divide quanto à credibilidade do suposto fenômeno, inicialmente descrito pelo núcleo de ciências da Unicamp...

Correio da Bahia
ACM garante "A Bahia Não Acaba!".

O Senador Antônio Carlos Magalhães concedeu entrevista nos corredores do Congresso Nacional, onde está tomando todas as providências para evitar que o fim do mundo chegue à Bahia.

A TARDE
População pobre desprotegida contra o Fim do Mundo!

As autoridades estaduais e federais não tomam providências efetivas para resguardar os cidadãos menos favorecidos durante o cataclisma. Procurado pela redação do ATARDE, o governador Paulo Souto não explicou satisfatoriamente...

Folha de São Paulo
O Mundo vai acabar! Veja como vai ser!

O infográfico 1.1, ao lado, demonstra com detalhes a cadeia de eventos que culminará com a extinção da vida na Terra. Abaixo, o infográfico 1.2 revela o horário estimado para a catástrofe em cada uma das regiões do Brasil.

Veja
CUT, MST e PT envolvidos com o Fim do Mundo!

Indícios apontam envolvimento da CUT, MST e do PT no fim do mundo. Toda a operação, segundo rastreamento bancário, teria ainda a participação de Fidel Castro e do governo cubano...

Não tem nenhuma que se salve. Mas a Veja é a pior de todas, de longe, com certeza.

[]´s

Pressão.

Cotidiano - Pressão.

Pra variar, bebi um bocado ontem.
Agora tô aqui com a pressão desregulada. Tontinho. E agoniado.
Que zorra. Pra que ainda bebo?

[]´s

27/10/2005

Murphy e Marrone.

Olha o charme do galã! Tenho que me preocupar ou não tenho?

Causo - O que tem a ver Murphy e os dois nomes preferidos de neurônios?

Eu digo isso amparado em absolutamente nenhuma estatística séria, mas um título engraçado que Bruno e Marrone com certeza tem, é o de maiores inspiradores para nomes de neurônios do Brasil. Desbancaram os ianques Tico e Teco e, pelo menos nesse aspecto, deram uma contribuição à cultura nacional.
Mas o destino, a lei de Murphy, o carma, o Diabo ou o que for não desistem de me sacanear. Ao menos, seja o que for, tem bom humor.
Tosco.
Lillian, minha cunhada, ganhou um fim-de-semana com Bruno e Marrone com direito a ver o show no palco, ir no camarim, jantar juntos, passear, etc...
Coitado do marido...
He - he.
Com acompanhante.
He - he - he.
Leila está cotada para ser esta pessoa.
Hi - hi - hi.

Já me disseram diversas coisas. Desde que eu vou ser corno chique, chifrado por Bruno e/ou Marrone, até que eu devia me vingar.

- Como, me vingar?
- Se inscreva para concorrer a um fim-de-semana com as S(c)heilas!

He - he - he. Hoje em dia todo mundo é comediante.

[]´s

Filosofia de casa.

Chiada - Casa.

Acho que uma boa parte do "viver bem", de qualquer pessoa, é ver sua casa como um lugar para onde se quer voltar.
Ultimamente, com umas coisas que tem acontecido, para mim, quando não tem faculdade é melhor me estender numa cervejinha...
Perdi a paz de casa. Várias coisas parecem irresolvíveis (existe esse vocábulo?) para mim.
E o pior é eu vejo que sou um banana, mesmo.

[]´s

26/10/2005

Button.

Copiado e Colado - Palavras de Jenson Button!

Button: seios atrapalham mulheres em carros

Warm Up

26/10/2005 - 16:23

À uma revista masculina do Reino Unido, a "FHM", Jenson Button declarou que não acredita que uma mulher possa se dar bem no automobilismo. Segundo o piloto da BAR-Honda, a anatomia do corpo feminino impede um desempenho melhor. Sobretudo aquelas que considera mais "dotadas" de peito e mais suscetíveis à tensão pré-menstrual."Uma vez por mês ninguém agüentaria estar no circuito com elas", falou o inglês. "Uma mulher com seios grandes nunca ficaria confortável em um carro. E os mecânicos nunca ficariam concentrados. Imagine um deles colocando cinto nela...", continuou Button, para ira das feministas.O automobilismo atual apresenta duas pilotos de sucesso internacional, Danica Patrick (IRL) e Katherine Legge (F-Atlantic, que vai testar pela Toro Rosso).

Só tenho a comentar que, a despeito do que dizem os pessimistas, ainda existe gente razoável em todas as camadas da sociedade. Até na F-1! :)
Aliás, adicionar também - ele não deve ter pensado nesse aspecto - TPM seria um risco à vida dos outros pilotos! :)
[]´s

25/10/2005

Aniversário

"Todo o dia a gente inventa e fantasia / A gente tenta todo dia / Feito cegos / Egos em agonia"


Qualquer coisa -
Feliz aniversário.


Nem todos somos fortes o suficiente para brigar com essa correnteza. Aos poucos, o esforço para manter o nariz fora da água é tamanho, que é só o que a gente faz. Não porque fomos subjugados, mas porque somos cautos.
Essa vida de locomotiva, sempre rumando ao caminho certo, seguro, lógico. Sempre no trilho. Esse mundo de trancos e barrancos, ladeiras e desfiladeiros.
A cautela manda deixar quente a caldeira, o carvão a postos, o freio ao alcance da mão.
Eu hoje fico um dia mais velho, solitário e rancoroso. Mais sábio? Não sei.
Eu desci no pêlo do cachorro. Estou lá embaixo, sombreado, sem sol ou horizonte. Não penso mais em sociedade, não ajo mais em função de nada senão do interesse meu, e dos meus.
Mas hoje é um dia bom para mim. Eu vou sorrir, brincar, jogar conversa fora, fumar, beber. À noite, foder e, cansado, dormir como um menino.
Talvez, se alguém me olhasse durante o sono, pudesse ver um sorriso no meio da noite. Daqueles de criança, que se formam e se esvaem.
Em algumas outras noites, me veria acordar assustado.
E, de dia, a natureza humana. Venha o que vier, mato na caixa e estouro pra cima.

[]´s

24/10/2005

Na mira...

Cotidiano - Na mira!

Uma campanha interna da empresa, incentivando o batimento das metas, saiu com o seguinte mote: "ESTAMOS NA MIRA DO GOL!"
Consensual que o melhor que a gente faz é pular para a calçada, antes que sejamos atropelados...

[]´s

21/10/2005

Dívidas...

Escrevendo - Juros.

Novembro de 2003. Os termômetros de Jequié marcam quarenta e cinco graus. Sem vento, ou qualquer indício de brisa, por mais leve que fosse. Só vontade.
O negociador, vindo de Salvador, entra na sede administrativa do industrial em Jequié. Através camisa social branca vê-se a cor da pele por todo o corpo - o suor empapa o pano, pinga pelo queixo e pelas orelhas, pelas sobrancelhas no olho, molha a parte de cima da calça jeans, e aparece na parte junto às panturrilhas, que, como todo o resto do corpo, parecem se desfazer em líqüido.
Ao abrir a porta do escritório, recebe uma lufada de ar-condicionado a vinte graus, e enquanto sente que o espirro está chegando, tenta dar um sorriso simpático.
O dono da empresa vem em sua direção.

- Bom dia! Gilmar, não é isso? Estava te aguardando!

Ele estende a mão, vira o rosto para o lado, e começa a espirrar. Seis espirros, um atrás do outro. Passa a manga a camisa no nariz e sente o frio molhado do pano no rosto, e começa uma demorada série de mais cinco espirros, antes de conseguir falar com o interlocutor.

- Opa. Vai desculpando. É que eu vim andando de lá da agência e suei um pouco...
- Tudo bem. E então, como é que estamos?
- Pois é. O senhor é o senhor Leonardo Bittencourt, não é isso?
- Exato.
- Tem um banheiro aqui?
- Logo ali.
- Licença.

Ele vai no banheiro, lava o rosto e as mãos demoradamente e enxuga-os com vários papéis-toalha. Na volta, percebe que o outro está navegando em um site pornográfico, clicando em várias fotos, espalhado na cadeira e com os pés em cima da mesa.

- Rapaz! Boa moça, hein?
- Boa é pouco - sorri .
- Então, seu Leonardo... eu vim aqui para a gente quitar aquela dívida do senhor! O banco está oferecendo uma condição especial, até doze de dezembro, e eu trouxe as planilhas aqui para te mostrar.
- Ô, meu velho. Eu tô precisando mesmo resolver isso!
- Então a hora é agora, meu amigo!
Saca as planilhas.
- Olha só. O contrato foi feito para trinta e seis meses, e só foram pagos os primeiros quatro. Sua dívida vencida, no valor de face, dava R$ 32.447,46.
- Certo...
- Mas a última prestação já venceu há dois anos. Aplicando os índices contratuais, essa dívida iria hoje para R$ 96.937,88...
- Isso tudo?
- É que o empréstimo que o senhor pegou é da linha comercial sem subsídio nenhum. Aqui corre uns jurozinhos razoáveis...
- E como é que fica com essas condições que você me disse?
- Pois é. A gente dispensa isso aqui, recalcula pela TR pura e cobra só a correção monetrária e o remuneratório. Mesmo assim, com abatimento. Com R$ 60.000,00 você paga.
- Toda? Saem as restrições cadastrais e desaliena a garantia? Tudo?
- Tudo.
- Baixe para cinqüenta que a gente fecha!
- Ô, rapaz. Não posso. Esse valor é só por conta da ação especial - senão nem por oitenta mil fechava. Mas liqüida, o senhor pode continuar trabalhando com o banco, tira as restrições, e tudo na hora!
- Sai em quanto tempo a restrição?
- É "D" mais um. De um dia pro outro.
- Vou levantar a grana e segunda-feira eu falo contigo. Ainda vai estar aqui na agência?
- Não. Tô em Salvador já. Mas cê liga para esse telefone que de lá mesmo eu te atendo e a gente fecha. Na agência daqui.
- Gilmar, muito obrigado! Segunda de manhã eu te ligo!
- Óquei! Estou aguardando!

Novembro de 2003.
O calor de Jequié é de quarenta e quatro graus. O bancário olha o nome no relatório do próximo cliente a visitar - Leonardo Hermann Bittencourt. Lembra-se das ladeiras até a empresa e resolve pegar um moto-táxi.
Encontra-o na ante-sala do escritório, rindo, conversando com a com a linda secretária.

- Paulo? Você nunca me ligou, rapaz?
- Você é o gerente do banco, não é isso?
- Não sou gerente, não. Trabalho na área de recuperação de créditos. A gente tá com outras condições para pagamento. Quer dar uma olhada?
- Ô, rapaz! Ano passado não consegui levantar a grana, quando tinha jeito, conversei aqui na agência e as condições diferenciadas já tinham acabado... Mas vamos direto ao ponto: quanto ficaria hoje?
- Olha, sua dívida corrigida já estaria beirando os cento e trinta contos... mas esse ano, o banco está renovando as carteiras e recebe pelo valor de face.
- Quanto era mesmo?
- R$ 32.447,46.
- O ano foi ruim para o meu setor, meu velho. Tá realmente barato mas eu não tenho como pagar.
- Certo. Se ajeitar, dá um toque pra gente.
- Obrigado.

Novembro de 2004.

- Seu Paulo... o banco parou de trabalhar com aquela linha de crédito. O senhor pode quitar aquela dívida por quinze mil!
- Não tenho. Mas faz o seguinte...
- Diga?
- Volta ano que vem e traz troco para uma nota de cinqüenta! - disse com ironia.

Ao sair da sala, Gilmar se detém na secretária.

- Menina, eu acho que te vi anteontem. Você saiu de noite?
- Saí...
- Tava aonde?
- Fui tomar uma cervejinha.
- Deve ter sido você mesmo...
- Você estava num bar?
- É.
- Qual?
- Desculpe... Qual é o seu nome mesmo? A gente já está conversando há um minuto e nem se apresentou...
- Meu nome é Iana.
- Prazer, eu sou...
- Gilmar! Eu lembro.
- Lembra meu nome? Que memória boa, hein?
- Sou uma boa secretária!
- E hoje, Iana? Você acha que vai sair de noite?
- Você tá me cantando?
- Hã?
- Eu tenho namorado!
- Mas eu só queria...
- Dá licença, por favor, que eu tenho muito o que fazer!
- Desculpe.

Abriu a porta, que era escurecida com filme, ofuscou-se com o clarão das duas da tarde jequiéense. Saiu, sentiu o bafo do dia, e começou a resmungar.

- Cidade de merda. Puta que pariu. Odeio Jequié. Eu odeio Jequié.

Seguiu seu rumo a pé, enquanto olhava na lista a próxima visita. Ainda era quinta - penúltimo dia de Jequié. Segunda, Vitória da Conquista, e ele pensava "graças a Deus".

[]´s

19/10/2005

Meu próprio líder.

"Sou meu próprio líder, ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio sorriso, meia lua, toda tarde
...
Existe um descontrole que corrompe e cresce
Pode até ser, mas estou pronto prá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas?"

16/10/2005

Mamãe e o ar-condicionado.

Qualquer coisa - Minha velha mãe e o ar-condicionado.

Desde que, há poucos meses, sou o "porto seguro" da família Pacheco repartição Trapo. como gostava de dizer meu ex-padrasto, coleciono algumas anedotas interessantes.
Duas delas dizem respeito à minha velha mãe, hospedada há menos de três meses aqui, mas desde antes freqüentadora habitual.
Ela, que é a única que tem uma posição familiar, dentro de um conceito amplo, suficiente para possibilitar o repouso em meu quarto sem meu prévio consentimento.
O primeiro curioso acontecido foi quando, depois de uma bela noitada, cheguei em casa às seis da manhã. O ar-condicionado estava desligado. Ela foi para o quarto dela e eu, depois de tomar banho, escovar os dentes, etc, embalei na cama e liguei o ar.
Para minha surpresa, lá marcava 15º.
No outro dia, ao ter com minha respeitável genitora, indaguei.

- Mãe? Tava bom ontem o clima no quarto?
- Filho! Eu botei o ar no mais fraquinho, que eu nem gosto muito de tanto frio, mas ficou insuportável o quarto!
- No mais fraquinho?
- É... Era a potência 15, se não me engano.
- O número tá certo, mãe... mas aquilo quer dizer quinze graus...
- Ohh!

----

E hoje, tô tomando cerveja desde umas seis horas da tarde, mas fiz questão de vir escrever aqui (04:30 da manhã). Cheguei e o quarto estava trancado. Desde lá de baixo tinha percebido o ar ligado. Fiquei receoso dela estar com o namorado no quarto, já que ele tem vindo muito aqui e... bem... essas histórias davam um capítulo à parte, que eu NÃO quero contar.
Bati na porta e ela saiu com uma cara acabada. (Sozinha, ao menos)
Fiquei um pouco preocupado.

- Tava chorando, mãe?
- Não, filho. Tava em sono profundo.
- Ah...
- Esse seu quartinho com ar-condicionado é uma maravilha para dormir!
- Falou. Boa noite!
- Boa.

Quando fui ver, o ar estava no modo ventilador, e ainda por cima na potência média. E a noite tá tranqüilamente para mais de trinta graus... :)
Hehehe... Amanhã eu conto! :)

Xô voltar 100% da atenção prá Fórmula 1, que Schummacher acabou de rodar e Rubinho tá em quarto! :)

[]´s

15/10/2005

Som no carro!

Qualquer coisa - Crise da meia idade antecipada.

Comprei uma camiseta de surfista verdona por R$ 39,00!
Botei duas 6x9 potentes no fundo do carro, e agora eu sou preibói!
Tô baixando os funkão carioca, vou passar num camelô e comprar um óculos espelhado olho-de-vespa!
Cortei o cabelo e tô de olho no gel brilhante da mamãe!
Daqui a pouco, produção completa e CD de MP3 gravado, vou sair por aí assoviando para as gatinhas do Farol da Barra ao Jardim de Alá, balançando o pescoço que nem um calango.
O próximo passo é dar luzes no cabelo, arranjar uma correntinha e um brinquinho. Mas ainda não me sinto preparado...
Quem sabe daqui a uns dois meses, quando o step começar a surtir efeitos... :)

[]´s

(Pra quem não me conhece, só esclarecendo - a única parte verdadeira disso aí é a camiseta e as caixas de som.)

13/10/2005

Luca Melo e o carrinho quebrado.

Causo - Luca e o carrinho.

Luca é meu sobrinho. Quatro anos.
Ontem ganhou um carrinho de controle remoto. Um porschezinho vermelho, nada demais, mas bacaninha.
Dei o presente e saí por duas horinhas. Quando voltei, ele estava do lado de fora da porta de casa, na área comum. O prédio é escada, dei de cara com o moleque.

- Tio Didio! Tio Didio!
- Diga, cara!!
- Eu não quebrei o carrinho não, viu?
- Mas... o carrinho tá quebrado?
- Não! Tá funcionando!

Sei.
Perguntei para Ana. O carrinho tinha descido escada abaixo, e após tal experiência cinematográfica, não vinha apresentando total controle de suas funções motoras.
Mexi no carrinho - a bateria estava baixa. Certamente o atrito das rodas aumentou no acidente, e com a bateria já baixa, o motor não empurrava. Troquei as baterias e funcionou.
Luca estava brincando no térreo, e deixei para avisar depois.
Mais tarde, conversando com sua bisavó, minha avó Maria, fazia-se de coitadinho e queixava-se:

- Vovó Lessi me deu um pintinho que pula! Tio Didio me deu um carrinho, mas já quebrou!

Percebendo que tinha falado na minha frente, e que eu olhei para a cara dele, imediatamente consertou, afastando o telefone do ouvido.

- Quebrou mas foi só um pouquinho, viu tio?

Moleque...


[]´s

AMARAR - Copiado e Colado.

Copiado e colado - Neo-iluminismo à l´Amarar.

"Esotéricos

Uma amiga toma "florais de Bach", a outra bate o pé para dizer das maravilhas e seriedade da astrologia, uma terceira diz não perder as sessões semanais de culto Evangélico e desliga o telefone dizendo "amém Jesus". Uma quarta se recusa a tomar aspirinas, pois "não gosta de remédios". Vários amigos (e agora já são muitos), tornaram-se adoradores de gurus indianos com cabelos de Globtrotter. Uma outro, por derradeiro, se encanta com os unicórnios de Harry Potter e não esconde sua admiração pelos "mistérios da vida" relatados por Paulo Coelho.

O que está acontecendo? Onde está o velho e bom ateísmo, o agnosticismo debochado, o desconfiar das respostas certas, a crença na ciência? Onde se encaixaram a ironia, o comentário descompromissado, as reticências desplicentes com esses mistérios do Universo? Como, num século de tanto avanço científico, nos tornamos, em todas as camadas sociais, absolutamente estúpidos alavancadores de charlatões de toda a espécie? Quando ouço falar em florais de Bach, me vêem a cabeça aqueles filmes de faroeste norte-americano com um sujeito alardeando pela cidade em sua charrete o novo xarope milagroso. Sentados, ríamos da comicidade de nossos antepassados, mas pagamos R$ 400,00 por um bem elaborado e colorido "mapa astral" (!!)

O pior de tudo é essa mescla semi-alfabetizada de explicações "científicas" para todas as pseudo-ciências. Depois, reclamam ainda que nossa empregada é que é iletrada...

A salvação é a volta do movimento Iluminista. Daqui pra frente não quero que me chamem de Neo-Liberal. Cansei. Me xinguem de Neo-Iluminista! "


Achei o texto tão pertinente, e concordei tanto, que o li alto na sala, para minha mãe, minha irmã, minha nêga e minha Ana. Ao que, finalizando-o, comentou minha mãe:

- Também acho! Fora a parte dos Florais de Bach, claro.

Claaaro... Naturalmente.... (Ô...) :)

[]´s

08/10/2005

A tortinha.

Causo - Torta.

- Caixa, Diógenes, bom dia!
- Alô, Diógenes?
- Opa!
- E essa torta, vai rolar?

A voz era de mulher, mas eu não estava reconhecendo...

- Torta... ?
- É! Tô de olho na sua tortinha, hein?

Só pode ser sacanagem.

- Minha tortinha?
- É. Vai rolar, né?

Tudo bem que outubro é o mês do meu aniversário, mas ou a menina morava na lua e se mudou há pouco, ou tinha muita intimidade comigo para fazer a brincadeira. A segunda opção me preocupava porque eu não reconhecia a voz.

- Ah... a tortinha.... né?
- É! Essa tortinha vai ter que rolar!
- De aniversário?
- É. Olha, se você quiser que eu traga da Tortarelli, a gente combina qual e é lá do lado de casa patati patatá blé bló.

Quem é essa louca?

- Viviane?
- Diga.
- ... hã? ... e qual é a média de preço?

Veio de Júpiter, no mínimo. O pior é que é bonita, a maluca. "De olho na minha tortinha"...
Ô...

[]´s

P.S.: Os fatos se deram no dia anterior ao início da greve.

04/10/2005

Merci - gordura - ninjitsu!


Foi ela que me ensinou a técnica ninjitsu, em troca de favores sexuais...

Causo - Quase não reconheci!

Aproximadamente um mês atrás, ao entrar numa sala que não é a minha, fui reconhecido. Quando menos esperava lá vinha uma mulher desse tamanho (maior que eu), que eu nunca tinha visto antes, com um sorriso maior que ela ainda, em minha direção.

- Diógenes?!

Vasculhei inutilmente a memória. Dificilmente funciona...

- Oi. Você é... ?
- Merci, tudo bom.

Apesar de sermos colegas, pessoalmente eu não a conhecia. Só de internet. Ufa!

- Oi, Merci! Que prazer!
- Ô! O prazer é meu! Quase não te reconheci! Você tá bem mais magro naquelas fotos!
- É...

... PuTz!

- Pô Merci! Antes não me reconhecesse! Pra falar um negócio desses?

------

Realmente 5 quilos aos poucos foram se instalando em mim... E estavam instalados. Resolvi tomar uma atitude.
Para horror das minhas milhaaares de fãs de área 2, minhas dietas são planejadas por mim. A atual é tomar um café da manhã discreto, almoçar um quibe e refri diet, mascar chicletes diet para enganar a fome, e fazer um lanche bobinho à noite. Nada entre as refeições.
Até o início da semana passada, 2,5 quilos já tinham ido embora. Só que teve um caruru de Cosme e Damião terça, um do sindicato sexta, e uma feijoada de uma colega da faculdade domingo. Recuperei 1 e pouco. O destino sempre é cruel comigo...

-----

Eis que hoje lá estava eu, no posto, aproveitando meu quibe com guaraná Antártica diet. A fraqueza da fome que eu tô passando me deixa meio tonto, e eu esbarrei sem querer na bisnaga de mostarda. Tinha numa mão o quibe, na outra o guaraná.
Enquanto a bisnaga seguia o curso natural previsto por Newton, consegui colocar o refrigerante, que estava na mão esquerda - mais próxima ao balcão - em segurança, e segurar a mostarda. Porém, esta já havia iniciado o processo dominó com o vidro de pimenta, o qual ainda aparei, com a mesma canhotinha, já em seu percurso descendente no ar, depois de selar o equilíbrio primeiro e chamativo objeto.
Entenderam? Não? Resumindo: eu finjo que sou desastrado, mas sou ninja!

[]´s

03/10/2005

Psicose e insônia.

O lugar é até bonito...

Causo - Não fiquem com medo de mim.

Mas ontem, uma dentre as coisas que me atormentavam a mente e não me deixavam dormir era o nome do território do WAR, ali pelo Canadá, que tinha pronúncia francesa e todo mundo pronuncia "inglesando". E eu sempre corrijo.
Quatro horas da manhã eu tava buscando isso na internet. Vancouver. Se interessar, pronuncia-se "Vancuvér", assim, desmunhecando, como bom francês.
Mesmo assim, só consegui dormir mais de cinco...

[]´s

Viadinho de segunda de manhã.

Causo - Meninas, por que vocês também não ficam afoitas desse jeito? Alguma qualidade devo ter...

Pois que hoje pela manhã, depois de uma noite de insônia braba, estava saindo atrasadíssimo para o trabalho. Ouvi minha velha mãe, que atualmente é minha "dependente" lá em casa, e Paula, a empregada (secretária, menina que trabalha lá em casa, ou o que à hipocrisia aprouver) falando meu Santo Nome. Fui me certificar de que não era em vão...

- Que é que tão falando de mim aí?
- Seu Diógenes... hehehe. Eu não vou contar não...
- Conte, Paula!
- É! É pra contar, ora. Fofoca sobre mim sob as minhas barbas aqui?
- Tá bom, seu Diógenes... O senhor sabe quem é o cara que varre aí embaixo?
- Um viadinho?
- É. Esse mesmo. Disse que era para eu dar um recado pro senhor...

Pensei "Lá vem bomba..."

- Ele disse que o senhor é um pedaço de mau caminho!
- Hahahá! Puta que pariu. Que começo de semana!
- É. Ele disse que vê o senhor na rua, mas que o senhor só sai com "aquela mulher". Que é pro senhor sair sozinho!
- E você fica dando assunto, Paula?
- Eu não! Eu dei foi risada. Disse que tava difícil você mudar de time, pelo que eu via aqui em casa!
- Foi?
- É, mas quando eu dei risada ele disse que eu ria agora, mas que eu ainda ia ver o senhor "comendo aqui, ó, na minha mão". E apontou pra palma assim...
- Hehehe... Mulher que é bom eu não arranjo!
- Ele disse que se eu não te apresentasse, ele ainda ia pular na frente do carro do senhor, que aí o senhor ia ter que parar, e ia conhecer ele.
- Parar? Eu fechava logo era os olhos! Depois dizia para a polícia "tadinha da bichinha... se matou!".
- Vou contar para ele, viu seu Diógenes.
- Conte mesmo, que é para ele não se meter a doido!

É. Segunda-feira logo de manhã.

[]´s