... vocês viram o Ceará perder de 4x3 por Grêmio com TRÊS gols contra? Inclusive o da virada! :) Essa deve ser recorde mundial. (Aliás, se no Guiness ainda não tinha um cearense, que segundo eles, em todo lugar tem, foi providencial... :)
Chiada - Eu sou pé-no-chão, mas devo isso à minha mãe. (Contraponto.) (Mais coisas sobre a velha... Que é que eu posso fazer, se ela rende assunto engraçado... :)
Dona Lessi, minha prezadíssima mamãe, estava estressada, nos idos de 93. Passou uns meses na Aldeia Hippie. Acabou por se estressar com os hippies também.
Voltou pro trabalho no Banco do Brasil e, em pouco tempo, saiu no PDV.
Pegou FGTS, indenização, financiamentos com o BB e o Banco do Nordeste, construiu em Villas uma casa e uma empresa - que não era uma academia, mas um Núcleo de Qualidade de Vida - a Círculos. Ainda investiu milhares de reais no Albergue Verão, em Barra do Pojuca. Tinha projeções de ficarmos bem de vida, enquanto ela trabalhava com algo que ela gostava e tal...
Faliu.
Não conseguiu pagar os financiamentos, questão até hoje sub juris. Passamos, eu e minha irmã, um ano sem estudar, por dificuldades financeiras.
À época nasceu Davi, meu outro irmão, filho d´um camarada da Aldeia. Fez um casamento religioso, mas sem assinar nada, numa cerimônia no castelo de Barra do Pojuca. Tinha meses de namoro com esse cara. Eu, do alto dos meus catorze anos, já questionava.
- Mãe, tem certeza...
- Não, meu filho! Sua mãe sempre soube muito bem o que quer. André é a pessoa certa!
Hoje nem se olham mais (há anos, já). Eu me lembro, ainda que remotamente, ela usando esse argumento para o casamento com Ulysses, quando eu tinha quatro ou cinco anos. Teve um tempo em que, em Barreiras, se ela o via na rua, saia correndo - a pé mesmo - para não ter que falar ou ouvir nada.
Mencionei a época que ela quis casar com Beto, porque ele dançava muito bem?
- Dançar é muito importante para a sua mãe, Didão.
- Mas, mãe...
Nesse íntere, ainda com André, ela freqüentou a União do Vegetal - uma seita que tinha em seus cultos o uso de um chá alucinógeno. Bala. Já até escrevi sobre ele no blogue. (Nos antigos arquivos do baiano.blig.ig.com.br.)
Inventou uns cartõezinhos muito bonitinhos, feitos com pedrinhas de praia, conchas e papel especial. De tirar o chapéu mesmo, de bem feitinhos que eram. Ela chegou a expor no Iguatemi, e fazia contas de que, se vendesse uns quinhentos por mês, poderia manter a família com eles. Deve ter vendido uns vinte no total.
Teve também uma época dos vasos de cerâmica, que chegaram a ser expostos no Iguatemi também. Se fossem vendidos uns oitenta ou cem por mês dava para manter a família... Nem precisa dizer o resultado.
Estava achando que as coisas melhoravam - ela tava no INSS, concursada, e agora está prestes a assumir na Caixa. Mas os assuntos comigo esses dias foram num caminho diferente.
- Filhão, você sabia que sua mãe agora é representante da HerbaLife?
- Olha, Diógenes, se daqui a três meses eu não tiver mais essa barriga, você compra? Você podia ser representante também!
- Dido! Vai ter um congresso dia 02, sábado, o dia todo! Umbóra comigo?
- Tá bom. Eu não vou discutir! Quando meu contracheque da HerbaLife chegar em dois mil e quinhentos reais você topa ser representante?
- TOPO, mãe! Proonto! Mas me mostre o contracheque de DOIS MIL E QUINHENTOS contos, hein?! Até lá, por favor, não toque mais no assunto.
Dessa forma deveria ter me livrado para sempre do problema. Pior é que ela continua falando.
- Mãe, teve algum investimento inicial?
- Duzentos e pouco, só...
Ô...
[]´s









