30/06/2005

Crítica - Falando em futebol...


... vocês viram o Ceará perder de 4x3 por Grêmio com TRÊS gols contra? Inclusive o da virada! :) Essa deve ser recorde mundial. (Aliás, se no Guiness ainda não tinha um cearense, que segundo eles, em todo lugar tem, foi providencial... :)


Chiada - Eu sou pé-no-chão, mas devo isso à minha mãe. (Contraponto.) (Mais coisas sobre a velha... Que é que eu posso fazer, se ela rende assunto engraçado... :)

Dona Lessi, minha prezadíssima mamãe, estava estressada, nos idos de 93. Passou uns meses na Aldeia Hippie. Acabou por se estressar com os hippies também.
Voltou pro trabalho no Banco do Brasil e, em pouco tempo, saiu no PDV.
Pegou FGTS, indenização, financiamentos com o BB e o Banco do Nordeste, construiu em Villas uma casa e uma empresa - que não era uma academia, mas um Núcleo de Qualidade de Vida - a Círculos. Ainda investiu milhares de reais no Albergue Verão, em Barra do Pojuca. Tinha projeções de ficarmos bem de vida, enquanto ela trabalhava com algo que ela gostava e tal...
Faliu.
Não conseguiu pagar os financiamentos, questão até hoje sub juris. Passamos, eu e minha irmã, um ano sem estudar, por dificuldades financeiras.
À época nasceu Davi, meu outro irmão, filho d´um camarada da Aldeia. Fez um casamento religioso, mas sem assinar nada, numa cerimônia no castelo de Barra do Pojuca. Tinha meses de namoro com esse cara. Eu, do alto dos meus catorze anos, já questionava.

- Mãe, tem certeza...
- Não, meu filho! Sua mãe sempre soube muito bem o que quer. André é a pessoa certa!

Hoje nem se olham mais (há anos, já). Eu me lembro, ainda que remotamente, ela usando esse argumento para o casamento com Ulysses, quando eu tinha quatro ou cinco anos. Teve um tempo em que, em Barreiras, se ela o via na rua, saia correndo - a pé mesmo - para não ter que falar ou ouvir nada.
Mencionei a época que ela quis casar com Beto, porque ele dançava muito bem?

- Dançar é muito importante para a sua mãe, Didão.
- Mas, mãe...

Nesse íntere, ainda com André, ela freqüentou a União do Vegetal - uma seita que tinha em seus cultos o uso de um chá alucinógeno. Bala. Já até escrevi sobre ele no blogue. (Nos antigos arquivos do baiano.blig.ig.com.br.)
Inventou uns cartõezinhos muito bonitinhos, feitos com pedrinhas de praia, conchas e papel especial. De tirar o chapéu mesmo, de bem feitinhos que eram. Ela chegou a expor no Iguatemi, e fazia contas de que, se vendesse uns quinhentos por mês, poderia manter a família com eles. Deve ter vendido uns vinte no total.
Teve também uma época dos vasos de cerâmica, que chegaram a ser expostos no Iguatemi também. Se fossem vendidos uns oitenta ou cem por mês dava para manter a família... Nem precisa dizer o resultado.
Estava achando que as coisas melhoravam - ela tava no INSS, concursada, e agora está prestes a assumir na Caixa. Mas os assuntos comigo esses dias foram num caminho diferente.

- Filhão, você sabia que sua mãe agora é representante da HerbaLife?
- Olha, Diógenes, se daqui a três meses eu não tiver mais essa barriga, você compra? Você podia ser representante também!
- Dido! Vai ter um congresso dia 02, sábado, o dia todo! Umbóra comigo?
- Tá bom. Eu não vou discutir! Quando meu contracheque da HerbaLife chegar em dois mil e quinhentos reais você topa ser representante?
- TOPO, mãe! Proonto! Mas me mostre o contracheque de DOIS MIL E QUINHENTOS contos, hein?! Até lá, por favor, não toque mais no assunto.

Dessa forma deveria ter me livrado para sempre do problema. Pior é que ela continua falando.

- Mãe, teve algum investimento inicial?
- Duzentos e pouco, só...

Ô...

[]´s

"Poxa... a gente achou que ia ganhar do Brasil..."

Chora argentino! Argentino chora! Pega essa bandeira, enfia no ** e vai embora!

(Quer versos mais bonitos? Mais profundidade poética? Pode querer que eu penso em algo!! :)

Quem manda nessa PORRA é a gente, mermão!!! Vão dançar tango e fazer psicanálise!!! "Hermano, estoy muy, muy depressivo! Los brasileños san por demás desumanos - passan su vida a comer nuestros rabitos..."

BICAMPEÃO! Umbóra nessa, Brasil, porra!

28/06/2005

Imprensa - Futebol.

Deu no Ig.

"Sublimação

Ainda sobre futebol, o britânico The Times publica uma reportagem segundo a qual o futebol foi inventado pelos ingleses para "ensinar os garotos a serem homens" e como um remédio para evitar a "decadência sexual" do Império Britânico.
Um dos principais objetivos de quem incentivou a disseminação do futebol, segundo texto, foi combater a masturbação e "sublimar a ansiedade sexual".
A ênfase na "macheza" era tamanha, de acordo com a reportagem, que um cisma entre os fundadores do futebol acabou acontecendo entre os que defendiam que as caneladas deveriam ser permitidas e os que achavam que isso era uma jogada ilegal.
Um dos grupos acabou fundando o rúgbi. "

Caneladas ao invés de punheta? Tá bom.
(Eu, nos meus quinze anos, jogava umas três horas de futebol por dia em média... e passava mais uma ou duas no banheiro.)

[]´s

Uns vão de pára-quedas...


Qualquer coisa - Respirar rápido.

Aos largos passos, sinto que cresce essa urgência no peito.
Uma urgência de não parar entre um afazer e outro. Urgência de trabalhar, urgência de diversão, urgência que corta as preliminares do sexo, diminui os minutos do banho quente, evita os momentos de sentar-me no sofá ao lado do meu irmão, e não fazer nada.
Um sentimento de obrigação de ir pela Paralela e economizar alguns quilômetros, que atrasariam se eu tomasse o caminho da Orla. E eu fico sem ver o mar.
Atrasado para quê? Atrasado aos domingos? Atrasado para a praia, para o vídeo, para nada. Esse atraso que vem de dentro, de não conseguir terminar minha faculdade, de não chegar a lugar algum, de não curtir minha vida tanto quanto minha imaginação pede minguada, num canto do pensamento.
Esse atraso de juntar o dinheirinho todo mês e depois gastar em coisas óbvias, ou necessárias.
O atraso onde estão as grandes mudanças de rota, as decisões que não tomei, as que não deram certo.
O arrependimento de cada São João e de cada carnaval que eu não brinquei.
E nisso tudo, o que passa é o tempo.
Esquimós não tem uma palavra para o tempo. Não o percebem como nós. Não tem engarrafamentos, metas e prazos, provas bimestrais, audiências, contas, datas comemorativas para ligar para o interior.
Percebem, sim, o crescimento de uma barriga, o nascimento de uma criança, e um dia, olham para o menino e lembram do bebê que um dia foi, e não é mais.
Parece nada. E nós?
O tempo é puro, onde existe. E é, em sua pureza, a substância de tudo.

[]´s

27/06/2005

Filosofando - No verão, enquanto a formiguinha trabalha, a cigarra canta despreocupada...

E me ocorre que, nesses tempos em que todos conhecemos a fábula revisitada, e no inverno o destino da cigarra é a Europa, os blogues são a arte da formiguinha.
Ainda movemos com a força dos ombros o engenho desse mundo, de segunda a sexta, de nove às seis. Mas nos intervalos do cafezinho, separamos alguns momentos para a nossa luz, e não os milhões, mas cinco ou dez pessoas curtem o minuto deste divagar.


[]´s

20/06/2005

Qualquer coisa - Sobre o tempo.

Sem.

[]´s

17/06/2005

Causo - Um daqueles meiguinhos.

A solução arquitetônica para adaptar aquele prédio a uma clínica não tinha muito jeito de ser boa, porque o melhor jeito que o arquiteto encontrou envolvia uma pilastra passando no meio do balcão. A atendente chama:

- Sr. Diógenes!

Eu vou e ela vem, e a pilastra fica no caminho. Ela reage indo para lá e eu voltando para cá, e a pilastra novamente fica no caminho. Até aí foi involuntário, mas eu me diverti com a história e fiquei me escondendo mais um minuto quase da atendente. Eu pra cá, ela pra lá, ela pra cá, eu pra lá, a pilastra quieta, graças a Deus.
Tenho compulsão de fazer essas coisas! Ao final eu já olhei com medo d´um mau-humor previsível.
Voltei à posição certa e ela estava sorrindo como criança. Como eu.

[]´s

P.S.: * Achei aquela corrente musical batuta, gente. Devia ter quebrado as regras e passado para mais gente, que nem Sílvia. Rina, por outro lado, copiou até meu artifício para não enumerar entre as músicas que escolhi, com £, *, Ø e o escambau... Foi consciente?
* Blogue Baiano, como sempre, levantando assuntos polêmicos do cotidiano brasileiro, como bozó... Hehehe... Nem imaginava tamanha repercussão.

16/06/2005

Causo - Uma moeda é só uma moeda.

Tinha um bozó aqui na frente do prédio, com umas moedas dispostas de um jeito específico, um jarro e uns troços lá. O colega aqui da mesa catou as moedas.
Natural. Agora tem outros dois comprando uma Coca-Cola e uns amendoins lá embaixo com o dinheiro das moedas mais um complementozinho que a gente deu.

Outra vez, anos atrás, eu namorava com Ale, crente assembleana. Na praia, pedimos para a irmãzinha dela buscar um acarajé e ela voltou com um grande e sete pequeninos, que a baiana deu de graça. Preceito.
Aí a briga foi dela dizendo para eu não comer, que era macumba e minha para não jogar fora, que era comida.
Acabei comendo depois que ela, a irmã e a amiga oraram.
Tava gostoso. E eu tô vivo...

[]´s

15/06/2005

RP - A Ílvia me passou a peteca. (No bom sentido, é claro.)

Batuta Musical.

Volume total de músicas no meu computador.

3291 Megabytes. Divididos por categorias, às vezes, por discos, outras vezes.

O último CD que eu comprei.

Rapaz, ACHO que comprado mesmo foi "Legião Urbana - Uma Outra Estação". Mas se contar os genéricos, foi um do Pagod´art, que tem a música Japonês.

Música tocando no momento.

Trem das Cores, de Caetano.

Cinco músicas que eu ouço bastante, ou que significam muito para mim.

(Dificílimo de eleger, primeiro porque sou muito musical, segundo porque não concordo muito com listas. Para não estragar a brincadeira, vou tentar lembrar bem.)

x) O Que É O Que É - Composição de Gonzaguinha.
7) O Homem - Composição de Herbert Vianna.
*) Dos Restos - Composição de Herbert Vianna.
y) Pais e Filhos - Composição de Renato Russo. (Essa deve ser o maior clichê, mas é verdade.)
£) Alegria Alegria - Caetano Veloso

(Quis citar aqui outras várias. Desde o Hino Nacional até Prá Não Dizer Que Não Falei das Flores. Fica aquelas porque, como diria Casagrande, lista de cinco é com cinco...)

Cinco pessoas para quem eu passo a "Batuta Musical":

ø) Nana
6) Rina
a) Marina
2) Silvia
*) Roberta

(E para todos mais que quiserem.)

[]´s
Causo - Matando o VIVO.

Antes, esclarecer que eu tenho um celular da Vivo em meu nome, que era da minha mãe e está passando a ser da minha irmã. Tenho um celular da Oi em meu nome, que é o novo da minha mãe e tenho um outro celular da Vivo, em meu nome, que é de Leila, e até algum tempo atrás o de minha irmã era da TIM e era em meu nome e tinha um de Edda que ela ficou com o aparelho, mas deixou a linha com a mãe dela, da TIM também, naturalmente em meu nome, e o celular da minha avó era Vivo e era em meu nome. O meu é da Claro e, obviamente, é em nome de tio Dedéu...
Tudo bem explicado, né?
Ontem foi meu contato com a Vivo para cancelar a conta da minha mãe e passar o celular para cartão, que minha irmã não tem dinheiro para conta de celular.

12:15 - Vivo, Clarice, bom dia, em que posso ajudar?
- Bom dia, Clarice. Eu quero passar esse celular do plano pós-pago para o pré-pago.
- Certo, senhor. Vou estar te transferindo para a célula de cancelamento, onde eles vão estar procedendo a mudança para o senhor.
- Eu vou estar agradecendo, então.

Clarice tinha um defeito de nascença: veio ao mundo sem senso de humor. Antes de passar para o ramal, soltou um perceptível ruído de reprovação. Algo tipo "grof".

12:48 - Senhor, mas existe um plano de fidelidade contratado em setembro.
- Qual é seu nome mesmo?
- Como?
- Seu nome, eu esqueci.
- Meu nome?
- É.
- Lane, senhor.
- Pois, Lane, essa fidelidade é da outra linha que eu tenho na Vivo - a 71. A que eu quero cancelar é a 77.
- Ah, sim senhor. Eu estou vendo aqui. É verdade. O senhor tem conhecimento de que cancelando essa linha o senhor vai estar perdendo benefícios e pontos que poderiam estar sendo utilizados para a compra de aparelhos, descontos em contas, planos e promoções da Vivo?

13:05 - ... e por isso eu liguei de novo. É contigo mesmo para resolver isso?
- Não senhor, mas eu vou estar te passando para a célula.

13:10 - Não, Juliana. Eu falei com Lane, aí da parte de cancelamento, e ela me disse para retornar a ligação de um telefone fixo porque quando comandasse a exclusão a linha ia cair. Ela disse que deixaria a informação do procedimento a adotar no sistema... Tem como falar com ela de novo?
- Não, senhor. Mas eu posso proceder o cancelamento, vou precisar de alguns dados. A informação será gravada, o senhor concorda?
...
- Só mais um momento, senhor, e eu vou estar cancelando a sua linha.
- Óquei. (Gato escaldado...)

13:15 - Só mais um momento, senhor.

13:17 - Senhor?
- Sim?
- Só mais um momento.

13:19 - Senhor?
- Sim?
- Só mais um momento.

13:22 - Senhor?
- Pois não?
- Só mais um momento.

13:25 - Alô, senhor?
- Opa?
- Só mais um momento.

13:26 - Senhor?
- Sim?
- Mais um momento.

13:33 - Senhor?
- Sim?
- Só um momento.

13:36 - Senhor?
- Sim?
- Só mais um momento, por favor.

13:38 - Alô, senhor?
- Diga?
- Mais um momento.

13:40 - Senhor?
- Sim?
- Só mais um momento.

13:41 - Senhor, esta aí?
- Sim?
- Mais um momento.

13:43 - Senhor?
- Sim, senhora.
- Só mais um momento.

13:45 - Senhor?
- Sim?
- Só mais um momento.

13:47 - Senhor?
- Estou aqui.
- Só mais um momento.
- Moça?
- Falou comigo, senhor?
- Falei.
- Pois não?
- Promete que é só mais um momento mesmo?
- HAHAHhahahaha! Caham... Hehe... Ram... Desculpe, senhor, é que estamos enfrentando uma certa lentidão no sistema.
- Ah. Tudo bem. Não tem problema nenhum, não. Eu continuo aguardando.

13:55 - Obrigado pela preferência, senhor. Boa tarde.

Duas horas da tarde e eu sem almoçar. Preferência...
Todas umas porqueiras, essas empresas de telemóveis.
E agora eu tô pensando aqui, nem lembrei na hora: devia estar aguardando para estar atribuindo uma nota ao atendimento, como dizia na mensagem enquanto eu ia estar sendo transferido...

[]´s

Um momento: para quem perguntou, Davi tem nove anos.

[]´s

14/06/2005

Causo - Davi aprontando as suas...

Quinta-feira, aprox. 15:30 - Um eu cheio de papéis para analisar e problemas para resolver no trabalho. Toca o telefone e é da escola de Davi.

- Sr. Diógenes?
- Pois não?
- Patatipatatápatiatáterátaáá catátatátatá tati tá.
- Anrã... Mas ele aprontou alguma coisa?
- Nããããããããooooo, não é isso! É que blablablá blé bli bló blú uáuáblábláiábláblá...
Acabei marcando para ir lá no dia seguinte, 17:30. "Não aprontou", tá bom! Aí tem coisa.

Quinta-feira, aprox. 18:00 - Um eu em casa antes da faculdade, sem ânimo. Ana esclarece um pouco as coisas.

- Mas você disse para ele fazer o dever?
- Disse, mas pati patatá patatá pó!
- Descarado! Mas eles estão me chamando só porque ele não fez o dever?
- Não, Dido... na verdade blééééé blíííí bló blá blá blú.

Resumindo, a professora perguntou para o moleque porque ele não fez o dever, ele disse que não fez "porquê não quis". A professora disse que ele ia fazer no recreio e ele disse que não. E não fez. Ah, sacana...

Sexta-feira aprox. 17:45 - Um eu com uma sensação de fim-de-semana adiado até terminar de falar com a diretora da escola do moleque.

- É que às vezes a gente precisa conversar com o responsável, né? Para saber como é a criação dele em casa.
- Claro, eu concordo.
- Pois é. Ontem Davi não fez o dever, né? Então patatipatá patá patauá...
- Não diga...
- Foi! E patatípá patá pitatá...

Resumindo mais uma vez. A professora disse que ele ia fazer o dever na hora do recreio, ele disse que não. E já era recorrente d´ele ir sem o dever.
Foi falar com a diretora, e disse que "Lá em casa o esquema é liberal. Eu faço dever se eu quiser, se eu não quiser eu não faço".
Nem é a pior parte. Por solicitação dos pais dos outros alunos, proibiram trabalhos em grupo na quarta série: os meninos estavam se juntando com a desculpa do trabalho em equipe, e indo para a minha casa, para ver putaria na internet.
Pelamordedeus! Onde é que eu enfio a cara?

Lembrei que outro dia eu tinha visto umas coisas estranhas nos "documentos recentes", e perguntei. O trombadinha mentiu com a cara mais limpa, olhando nos meus olhos. Fiquei achando até que tinha sido eu, e esqueci.
Sexta-feira ainda, sentei para conversar, ele ficou na defensiva o tempo todo, dizendo que a diretora tinha se atrapalhado na hora de conversar com ele, por causa de um pessoal da segunda série que foi falar com ela. A pornografia ele disse que foi uma vez só, naquele dia que ele mentiu (conveniente),,,

- Ó, moleque. Depois que a gente terminar nossa conversa aqui, você pensa. Se você achar que está sendo muito injustiçado, você me diz que sentamos eu, você e a diretora para conversar. Mas não me dê a resposta hoje, não... pense bem antes.

Proibi computador, exceto nos fins de semana, limitei o horário do video-game, recomendei que, ao invés de ficar assistindo TV, fosse brincar na rua com os amigos. Ele fez o maior drama.

- Mas eu não tenho amigos!
- Venha com drama, seu pivete! Amigo pra trazer aqui e ver sacanagem no computador você tem! E namorada você escolhe, né? Para brincar lá embaixo que não tem.

Ah, moleeeque...

[]´s

10/06/2005

Crítica - A palavra certa.

desdita;
infortúnio;
infelicidade;
desventura;
calamidade;
miséria;
angústia;
desfavor, privação da graça de alguém.

Não devo ter nunca usado essa palavra aqui, acho muito forte. Mas O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma desgraça. Desgraça! Pelo tempo, dinheiro e paciência que eu perdi vendo aquele cocô. Acho que nunca vi um filme tão ruim no cinema.
E a crítica do cineinsite tá boa. "A aclamada série literária ganha uma adaptação à altura, especialmente no quesito humor nonsense. É praticamente impossível decidir o que é mais engraçado neste filme. "
Tenho certeza que o idiota que escreveu isso fica escondido em algum lugar olhando a porta do cinema e rindo dos babacas que entram.
Não vão.

Imprensa - Boa causa.

Deu no Ig.



"Caridade
Famosas inglesas nuas contra a Aids"

Ou seja: com essa cultura do espetáculo, atualmente já se pode bater punheta e justificar que é por uma questão cívica.
Quantas boas ações eu perdi de fazer na minha adolescência por falta de material adequado? Ficava à base da mercenária e irresponsável Playboy. Se à época existisse essa novidade, hoje com certeza eu já teria um lugarzinho de honra garantido no céu. :)

[]´s

09/06/2005

Qualquer coisa - Opinião.

- Rapaz, cê tá vendo que roubalheira descarada no governo Lula?
- Não acho não, bicho. Acho que são aberrações ao comportamento normal do PT e...
- Que é isso, rapaz? Nem fale um absurdo desses!
- É, rapaz. Roubalheira descarada! Que decepção o Lula! Cê viu a Veja dessa semana?
- Mas a Veja... ?
- Falando nisso, essa campanha do desarmamento é um avanço, né rapaz?
- Pois é! Já viu a relação entre os índices de criminalidade e as armas?
- Mas eu acho uma temerosidade que os bandidos tenham armas e nós não possam...
- Cê é todo ao contrário mesmo, né?
- Mas só tô dando a minha opinião!
- Não tá vendo as manifestações aí? Passou até na novela das oito! Milhares de pessoas, os artistas da Globo, autoridades!
- Mas cê vai se pautar pelos artis...
- Vamos até mudar de assunto, que já vi que você não é muito certo, mesmo.
- O que acharam dessa história dos três erres do management?
- Interessante, rapaz! E é um concept totalmente associated com o feeling...
- Três erres da administração. Conceito, associado, sentimento ou sensação. É só começar a falar na faculdade que vocês parecem uns cucarachas despatriados do sul da Califórnia!
- É a linguagem do management, meu filho!
- É viadagem. E esse negócio de três erres, quatro cês, cinco dês, dez o caralho a quatro são um bocado de engodo. Esses "gurus" inventam siglazinhas e vendem para a gente. Acho que para entender administração o bura...
- Já vi que não dá para convesar sobre business com você, também.
- E hoje? Vamos para cima deles, hein?
- Maluquice de Parreira, rapaz. Não se escala quatro jogadores de ataque para jogar contra a Argentina nem aqui, quanto mais em Buenos Aires...
- Mas aqueles caras jogam muito! Cê é retranqueiro, é?
- Tem que jogar para a frente, velho! Cê não viu o Paraguai?
- Paraguai é Paraguai, Argentina é Argentina!
- E jacaré é bicho d´água! Cê vai ver hoje de noite!
- Tomara...

RP - Atualizando.

Foram pesadelos, e o do carro foi meu.

Sou eu lá embaixo sim, para quem teve dúvida.

O diálogo acima não existiu. Mas que eu tava reclamando ontem com todo mundo que não se vai com Robinho, Cacá, Ronaldinho e Adriano contra a Argentina em Buenos Aires, isso eu tava.

[]´s

06/06/2005

Ficção - Mergulho no escuro.

Ela acabara de acordar no chão, e só sabia que tinha que correr. Olhou pela casa e não achou suas sobrinhas. Onde estavam?
Ela desceu e correu. Correu tanto quanto podiam correr suas coxas desacostumadas. Correu e não se abalou quando começou a subida. Correu com a força de todo o ar que cabia em seus pulmões, sem olhar para trás, sem pensar em parar, sem ligar para a dor.
Em seu encalço, vinham homens em cavalos com espadas, e ela ouvia o barulho ao longe, grave do cavalgar, estridente dos ferros se arrastando em outros ferros.
Sobre o morro havia um céu escuro cortado pelos últimos raios vermelhos, tortos das nuvens negras que vinham do mar, havia uma grande cruz branca de mármore, e sob a cruz, no chão, sua irmã limpava sangue. Uma menina que não era sua sobrinha estava ao lado, com olhos loucos. Muito sangue molhava o chão de granito escuro. Sua irmã limpava com panos brancos, que se sujavam em um tom mórbido de rosa claro, e chorava.

- Que sangue é esse?
- Ela não tem útero!

Chorava e apontava para a menina.
Ela ouviu os cavalos, que se aproximavam e correu. Deixou para trás sua irmã e a menina, e torceu para que eles só estivessem atrás dela. Mas não olhou para trás. Não tinha certeza do lado que devia ir. Ela precisava encontrar suas sobrinhas. Desceu para o lado do mar, fugia dos raios de sol vermelhos, se perdia num mergulho escuro. Nunca olhou para trás.


Ele sentia um torpor quase conhecido, mas não se lembrava de ter bebido nada. Ou terá sido éter?
O rádio tocava Simpathy for The Devil e na sua mão estava a primeira lata da qual ele se lembrava, verde, de uma cerveja que ele não conhecia.
Ele andava um pouco mais rápido que a velocidade permitida, que os outros carros. Poucos carros, ainda mais velozes, o ultrapassavam. "I watched with glee while your kings and queens / Fought for ten decades, for the God they made"
Ele não gosta da janela fechada, mas agora ele está com o ar-condicionado ligado e não lembra porquê. Também não lembra para onde está indo, nem se a amava, nem quem era ela.
Ele quer se lembrar, quer desligar o som para se concentrar, quer ouvir a música, toma um gole da cerveja e pensa que o celular está no silencioso, faz a curva da pista e o calor subia pelo seu corpo, abafado, sufocado, molhado de suor. Mas a testa parece estar fria. Ao mesmo tempo ele sente que está muito quente. "But what´s puzzling you is the nature of my game"
O seu braço direito parece preso por alguma coisa e ele se atrapalha para mudar de pista, uma paz muito grande se mistura com uma angústia latente e a outra curva está chegando e ele vê mas é como se estivesse dormindo. O outro braço está na cerveja e ele larga e derrama na sua perna, muito fria, ele leva a mão esquerda ao volante mas não consegue fazer a curva porquê a mão direita não solta do outro lado e não se move, ele não sente câimbra, não entende porquê está presa, e se sente tranqüilo como se outra pessoa fosse girar o volante para ele, ou como se fosse acordar de um sonho, mas cada vez fica mais angustiado enquanto percebe a loucura da sua tranqüilidade e ele já está perdendo a curva, lembra que o nome dela era Laura, e lembra do seu rosto em prantos, e que fechou as janelas e ligou o ar porque sentia calor, e o carro sobe o meio fio e bate forte com o poste, mas ele não sente dor. Cheiro forte de gás por um instante e ele vê as chamas, mas não se sente queimando. Ele ainda ouve "Pleased to meet you / I hope you guess my name". Tudo fica escuro, em silêncio, em paz.


[]´s

Lindo, tesão, bonito e gostosão!!!

RP - Tenho que conversar com vocês.


Com a aproximação do dia dos namorados, quero esclarecer para doze de vocês que nosso relacionamento é puramente sexual.
Se vocês não gostarem, me larguem. Se é que vão conseguir viver sem a satisfação sublime proporcionada por meu corpo gostoso, meu grande membro e minha técnica sexual ímpar. Fiquem sabendo que para mim não é problema. Mulheres vem ao estalar dos meus dedos.
Tendo posto isto, desce para nove o número de presentes que terei que distribuir, e vou avisando logo, só vão ser lembrancinhas, porque o aniversário da minha mamãezinha é amanhã e É ELA QUE OCUPA A MAIOR PARCELA DO MEU CORAÇÃO!!!
Mamãe, eu te amo!

[]´s

03/06/2005

RP - Ô, dominado! Não entendi quanto ao Nhô Caldos!

Eu quero que o mar pegue fogo, pra eu comer peixe frito! Que venha a tsunami!

Cê vive falando desse verme! Meu verme literário é uma caseira que só funciona quando coça! (Viu, que quilo de literatura, essa metáfora linda?)

Nem todas as mulheres são assim! Tem as de bom senso, que não dirigem! :)

Eu tava estressado. Abstrai essa parte. João Paulo Kibon vai sobreviver. Errei. Para tudo tem uma primeira vez... :)

Dã! Seu corretor quer te comer! Por isso o desconto! Dã!

Eu sou um verdadeiro chato nesse quesito. Tive até vontade de corrigir uma "esperiência" que lascaram aqui, mas vou preferir ficar quieto.


Copiado e Colado - Encontrei no maiorabandonada.weblogger.terra.com.br .

"Faço o possível para entender por que uma dezena de pessoas resolve se juntar em torno de um texto de teatro e perder tardes e noites de suas vidas conversando sobre ele. Quero entender por que alguém mandaria cartões postais do deserto mais árido do mundo. Por que um cara é capaz de passar horas olhando um retrato de uma garota e um estilete que ele nunca vai usar? E essas pessoas trancadas em seus apartamentos se embebedando de vinho e falando de suas vidas de uma maneira desesperada? Duvido de quem não alimenta dúvidas, de quem nunca quis fugir, dos que não se escondem, dos que sempre dão a cara pra bater. Há algo de profundamente triste em não sentir falta de alguém que não vai voltar".
(Bagana na Chuva - Mario Bortolotto)

Quem tem sempre certeza de tudo?
Com essas pessoas, aí sim, pense duas vezes antes de abaixar a cabeça. As eternas fortalezas são os maiores telhados de vidro. E a arrogância é o alvo mais vistoso para uma pedrada, e o mais amargo para uma tardia descoberta de que você correu de um blefe.

[]´s

02/06/2005





Mulher no volante...

Imprensa - Questão de desenvolvimento cultural.
Copiado do Ig.
"Mulher ao volante causa polêmica na Arábia Saudita

Agência Estado
10:54 02/06
O professor de história Mohamad al-Zalfa, de 61 anos, diz ter provocado um "terremoto" na Arábia Saudita - e ser até comparado "ao diabo" - só porque numa reunião do Conselho Consultivo (Shura) propôs um debate sobre a possibilidade de permitir que as mulheres dirijam. Detalhe: só aquelas com mais de 35 anos. "Por serem suficientemente responsáveis e maduras", explica Zalfa."

Ou seja: são países mais avançados que tem uma cultura muito superior à nossa, ocidental.
Nós permitimos absurdos como esses, e depois nosso trânsito fica assim, como vocês conhecem. E mais: o tal do al-Zafa ou é o diabo mesmo ou não estudou a experiência brasileira antes de falar uma besteira dessas.
E depois ainda tem quem se refira aos árabes como se estivessem aquém em algum aspecto.
[]´s

01/06/2005

Nhô Caldos

Nhô Caldos, pé da ladeira de quem desce a Cardeal, próximo às duas da manhã. Quinta-feira chuvosa, a iluminação da cidade luzia as nuvens produzindo uma atmosfera artificialesca. O garçom fazia as vezes de caixa e gerente, àquela altura. Além dele, no botequim, um casal jovem, ela loira, ele moreno, tomava a sétima cerveja. Ele fumava, ela não. Conversavam sobre sexo. Um turista gaúcho, tenente reformado, tomava conhaque e, solitário, frustrado por causa da chuva que esvaziava a cidade, puxava assunto ora com o garçom, ora com o jovem.
A rua vazia não fazia jus ao caráter agitado, barulhento, baladeiro do Rio Vermelho. O tenente reclamava com o rapaz que, simpaticamente, a despeito da interrupção, dialogava.

- Bah, tchê! Mas baiano tem muito medo de chuva! Lá na minha terra, a uma temperatura dessas está assim de gente na rua!
- É. Engraçado que nem é tão frio, apesar da chuva. Eu tô acostumado com Vitória da Conquista - essa temperatura é confortável.
- Pois, então! Mas percebestes que não passa nem carro?

Não passava nem carro. Um voltando da Barra, um vindo da Pituba, minutos de silêncio, passa devagar um com jantes de liga leve, película e neón, analisando a possibilidade de parar para a última cerveja. Não para. Um vendedor de café, daqueles com carrinhos de madeira, passa a caminho da Vasco. Ainda vai andar até o Vale da Muriçoca antes de contar os pouco menos de vinte reais em moedas e notas velhas. Um homem alto de camisa vermelha e aspecto zen passa olhando, com passos estranhos, excessivamente impulsionados porém lentos, como quem pensa demais para andar.
O tenente, cansado, desiste da noite e vai, não sem antes cumprimentar a todos. O casal pede outra cerveja, a conversa de sexo continua, ainda acendendo o interesse dos dois. O garçom traz a cerveja, leva o copo do caldo e a pequena cesta de torradas. Dois carros passam em alta velocidade - um racha. Minutos passam, começa a chuviscar. O rapaz acende um cigarro. Carlton vermelho.
O homem da camisa vermelha volta e interrompe a conversa do casal. O rapaz toma a frente. O homem fala, levando um tempo inacreditavelmente longo entre algumas palavras e outras.

- Boa... noite.
- Boa noite.
- Vocês... ... acreditam? ... Em destino?
- Não, na verdade.
- Eu tenho... uma mensagem... ... para vocês...
- Diga.

A esta altura, abancou-se, à despeito da proposital ausência de convite por parte dos dois. Olhava qual o profeta que gostaria de fazer crer ou supor ser. Tinha cabelos longos e cavanhaque.

- Tudo... tem... um motivo. O destino... está... traçado... de alguma forma... e... ao mesmo tempo... é resultado... das energias... que trocamos... com o universo...

Dois minutos seria uma estimativa razoável do tempo que ele levava para dizer isso. À interlocução que interrompia, por pressa do jovem, era respondida por um longo olhar de reprovação, como de um sábio que não espera de um qualquer alguma palavra durante seu salmo.

- Sei.
- O... fato... de estarmos aqui... todos... hoje... tem um motivo. Sabem... qual? o motivo...?

Ele mantinha a polidez e a simpatia, não sem demonstrar alguma impaciência.

- Não sei, mas tenho a impressão de que você vai me contar.
- Vocês... conhecem... Gabriel?
- Eu até conheço um Gabriel, mas não deve ser dele que você está falando.

Ele continuava encarando com olhar indagativo.

- Que Gabriel? O anjo Gabriel? Você é Gabriel?

Pensa que talvez ela conheça ele. Ela tem um sorriso estranho no rosto, que ele não consegue definir se é de simpatia, de desconforto pela situação ou das cervejas.

- Você conhece Gabriel? Vocês se conhecem?
- Nunca vi.
- Então vocês... não sabem... quem é... Gabriel...
- Não, mas eu tenho a impressão de que você vai me contar.

Ele ignora, como se não tivesse ouvido, e permanece outro minuto com o olhar indagativo.

- Quem é Gabriel?
- Coloque... um copo... para mim... e eu revelarei...
- Sinto muito, companheiro, mas não vai rolar esse copo, não.

Neste momento, ele lança outro olhar reprovador e passa a ignorá-lo, dirigindo-se exclusivamente a ela.

- Seu futuro... ele te reserva... coisas... muito bonitas... que... você... nem imagina... hoje...

Ela sorri.

- É?
- Seu destino... ele tem coisas... maravilhosas... só que você... ainda não está... onde deveria...
- Como assim?
- O universo... conspira... mas... depende de você.... para... seu destino... se concretizar...

Já havia não menos de vinte minutos que ele estava sentado ali. O menino resolve tomar uma atitude.

- Camarada, a gente está conversando aqui. Se você tem alguma coisa para falar, diga logo.
- Você... tem... muita... pressa... O universo... o tempo... tem uma fluência... própria...
- É, mas as minhas coisas eu faço no meu tempo, e você está passando dos limites da minha paciência, já.
- Nervoso... seu amigo...
- Nervoso não, bicho. Você chegou aqui, sentou, disse que tinha algo a dizer, não disse nada, pediu cerveja e nessa já vão mais de vinte minutos. Se você tem alguma coisa a dizer, diga logo, que você já esgotou minha tolerância.
- Eu tenho... algo.. a dizer..
- Diga!

Nisso, o intruso olha nos olhos do rapaz, que mantém o olhar, encarando-o.

- No seu futuro.. tem uma pancada..
- Como é?
- Uma porrada.. muito forte na sua vida...
- E quem vai me dar essa porrada?
- Isso.. eu não posso.. te dizer...
- E quando vai ser essa porrada?
- Breve.

A tensão é cada vez maior. Continuam se encarando enquanto o menino levanta.

- Breve?
- Muito...

Já de pé, sem tirar o olho do outro, pega a garrafa vazia de cerveja com a mão direita.

- Pronto. Vai me dando licença então, que a gente não tem mais o que conversar.
- Para, quê, essa, garrafa?

A fala dele já flui quase como a de uma pessoa normal.

- Ô, mermão! Não tá vendo que você não é mais bem-vindo aqui?
- Você vai, me, agredir?
- Você vai?
- Violência nunca.

O menino dá um passo à frente, gerando um desconforto espacial.

- Ótimo! Então vamos saindo que já passou da hora!

O cara levanta devagar e vai saindo.

- Que violência... garçom, prende esse leão aqui... segura esse homem, que, ele, já queria me bater, com a cerveja...

A menina está olhando num misto de compreensão e susto. Ele senta, pede a saideira para o garçom, que se desculpa mas não traz senão a conta, pois o último ônibus passa em minutos e ele precisa voltar para Cosme de Farias.
No caminho da casa, a brisa do carro esfria um pouco o corpo. A janela vai aberta apesar da chuva fina e entre uma canção e outra no rádio a menina comenta.

- Sei lá, Dido. Eu fico invocada com essas coisas.
- Como assim?
- Se havia alguma mensagem mesmo...
- Que porra nenhuma, rapaz! Cê não viu? O sacana queria cerveja!!


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