19/11/2009

Não sei se caso ou se compro uma bicicleta...


No natal do ano passado, na casa da matriarca, em Sergipe, Iara apareceu com essa:

- Tô com dinheiro do décimo terceiro, e não sei se troco o carro ou boto silicone.

Os primos todos se divertiram. Iara tinha trinta e tantos, e era solteira. A tese, ao final das contas, foi:

- Bota o silicone, sai, arranja um marido rico e ele te dá um carro novo!

E semana passada todos se reuniram novamente, em Aracaju. A ocasião era o casamento dela com um ex-namorado: coroa, bonito e rico. E, sim, ela tinha optado pelo silicone

- Êta que esse silicone deu foi certo, hein?
- Já ganhou o carro?

(Conversa furtada, fatos reais...)

15/11/2009

O problema da lesma...

Recentemente me deparei com o problema da lesma, que é uma pegadinha de concursos e vestibulares, e tive que discordar do resultado. Diga-se: sei como resolver o problema, sei como dar o resultado que a prova quer, mas discordo.
Abaixo segue, mais ou menos, clássico, mas tem diversas variações. A altura do muro, então, é claro que eu não lembro, mas a demonstração valeria com qualquer altura inteira a partir de dois metros.
O problema é basicamente o seguinte: uma lesma sobe todos os dias um metro no muro, e à noite escorrega meio metro. Sendo que o muro tem sete metros de altura, quantos dias a lesma vai levar para chegar ao topo?
Um vestibulando mais apressado, e que não tenha prestado atenção no professor alertando para a pegadinha, marcará catorze dias. Porque fica 1 - 0,5 = meio metro por dia, para sete metros, catorze dias. Ele receberá um errado na prova, porque a resposta que a instituição para a qual ele é candidato quer é treze dias, segundo a lógica que no décimo terceiro dia a lesma chegou ao topo do sétimo metro, e não mais escorregou à noite.
Mas, se pensarmos bem, o apressadinho pode estar certo. Pelas seguintes razões abaixo demonstradas:

1 - O muro tem exatos sete metros verticais;
2 - É correto considerar que a lesma atingiu uma altura X quando o ponto mais alto da lesma tiver tocado tal altura - o primeiro pezinho, ventosa, pseudópodo ou seja lá o que tenha uma lesma para conseguir subir no muro;
3 - É lógico considerar que a lesma tenha um tamanho, que por mínimo que seja, não é zero;
4 - Um problema simples, desse nível, não considera questões laterais, como se durante a subida da lesma choveu, ventou, fez sol e calor excessivo, se a lesma se alimentou direito, aceleração, desaceleração, prováveis variações na superfície do muro, motivação da lesma, ou qualquer outra externalidade que pudesse ter influência no resultado.

Sendo assim, ao final do décimo terceiro dia, teremos a lesma com a pata (pseudópodo, ventosa...) na pontinha para terminar de subir o muro, conforme a ilustração abaixo...



(Lesminha desbocada!)

Ou seja: ela teria atingido sete metros mas não seria capaz de dar mais um passo sequer, e levar seu próprio cumprimento, que como vimos acima é lógico que ela tem, para a segurança da superfície horizontal do muro. Afinal de contas, motivação não faz parte do universo, como já exposto.
Finalmente, no décimo terceiro dia a nossa heroína estaria na típica situação de quem chegou quase lá. Poderíamos compará-la, até, aos times do Vasco ou do Vitória das lesmas. Mas só se não soubéssemos que no décimo quarto dia ela subiria novamente meio metro mais o próprio cumprimento, e descansaria em segurança na parte horizontal do muro, e sagraria-se campeã no desafio que cumpre a todas as "lesmas de vestibular", ao menos uma vez...

08/11/2009

Vestido curto.


Tem quem goste, tem quem não goste... Cada um na sua.

Não é querendo falar mal de ninguém, não.
Parece que o pessoal da UNIBAN não gostou, mas aqui na UFBA quando uma menina aparece de vestido curto na faculdade é muito bem-vinda.

Falando sério: mais impressionante do que a barbaridade que os filhinhos de papai fizeram com ela, é agora a decisão da UNIBAN de expulsar a menina. O problema com os valores, por lá, está sério.

22/10/2009

Falas preparadas da WebJet...


Nunca havia viajado com a WebJet.
Nada a criticar ou a elogiar em relação às demais. O preço no dia estava bom.
Na verdade, só achei engraçado (estranho) que o comandante, pelo microfone, nos deseja "uma boa WebViagem", depois espera que tenhamos "aproveitado um excelente WebServiço de bordo", e para coroar, ao chegar, nos deseja um "WebBom dia", animadamente.
Eu não ouvia esse tipo de coisa desde aquela versão infantilizada do Batman na TV, quando eu era menino, e o Robin falava em "Bat-Encrenca", "Bat-Perseguição" e congêneres.
Podia ter passado sem...

16/10/2009

Perto de uma mulher, são só garotos...


Ou outra música, só das que eu me lembro rapidamente:

"Todo mundo sabe
Que meu fraco é mulher
Uma coisa linda dessas
Faz de mim o que bem quer"

Enfim... A matéria abaixo só dá respaldo científico ao que todo mundo já sabia.

"Homens perdem função cerebral diante de mulheres bonitas

Quando eles tentam impressioná-las, recursos cognitivos ficam comprometidos


Um estudo realizado pela Universidade de Radboud, na Holanda, e publicado no Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens "perdem a cabeça", quando estão na presença de uma mulher bonita. De acordo com os cientistas, o público masculino usa uma porcentagem tão grande da sua função cerebral ou de seus recursos cognitivos para impressionar a mulher que ficam restritos para realizar outras tarefas, por mais simples que elas sejam.

A pesquisa aconteceu com voluntários heterossexuais que precisavam soletrar um grupo de letras o mais rápido possível. Depois do teste, eles ficavam 7 minutos, em média, conversando com uma mulher bonita e atraente e então repetiam o teste em frente à mulher.

De acordo com os cientistas, quanto mais os homens tentavam impressionar a companheira, menor era a pontuação e a rapidez com que desenvolviam o teste, chegando a um número 30% menor na pontuação. De acordo com os pesquisadores, é possível afirmar que os homens apresentam um forte declínio cognitivo quando estão na presença de uma mulher bonita.

O mesmo teste também foi realizado com o público feminino. Porém, eles não apresentaram uma queda na pontuação e nem na velocidade das respostas dadas na hora do teste. "

13/10/2009

Campanha 2015!

Galera,

Estou aqui oficialmente aderindo à campanha!
Copa em 2014, Olimpíadas em 2016: vamos enforcar 2015!!

[]´s

01/10/2009

Presentes de Aniversário

Quem quiser me dar um presente de aniversário, gostaria muito dos livros:

"Uma Gota de Sangue - História do Pensamento Racial", de Demétrio Magnoli
"Dicionário Lula - Um Presidente Exposto por Suas Próprias Palavras", de Ali Kamel
"Não Somos Racistas - Uma Reação aos que Querem nos Transformar Numa Nação Bicolor", de Ali Kamel

E de um som pro carro, de marca boa, com entrada USB... :)

29/09/2009

Dilma vivendo e aprendendo...


Nossa ministra da Casa Civil estava dando a feliz entrevista após a confirmação da erradicação do seu câncer, no jornal matinal hoje, e me surpreendeu. Uma das respostas sobre o que passou quase que caiu na vala comum do discurso piegas, mas ela deu uma pensada no meio da fala, e acabou se tornando uma tirada um tanto original...

- Se for para tirar algo de bom, eu acho que eu aprendi a valorizar mais as coisas simples... e... e também as coisas complexas da vida!

(Afinal, ser candidata a presidente não é lá das tarefas mais simples...)

20/09/2009

Pra casar tem que...



O professor de dança explicava agora, no Fantástico, a respeito da moda de treinar os passos de Dirty Dancing para dançar na festa de casamento.
- Não é difícil. O que ocorre é geralmente uma resistência por um dos parceiros - geralmente o noivo - em aprender a dançar. Aí acontece uma negociação: a noiva diz "ou você aprende ou não tem casamento".

Eu, cá, pensando que isso não é bem uma negociação, mas sobretudo: noiva corajosa, essa. Bem capaz de ouvir de volta um "Então tá. Mas eu não vou aprender, não...".

[]´s

18/09/2009

Ensino Religioso nas Escolas Públicas

Há uma enquete sobre o tema na página do Senado. E o "sim" está ganhando de lavada. Se alguém quiser manifestar a opinião, é só clicar aí em cima.

[]´s

10/09/2009

Fui pro jogo...

Tava lá, todo chique, em Pituaçu. Vendo a seleção, tomando cerveja sem álcool, chuva, engarrafamento. Mas foi bem divertido mesmo assim.

-----------------------------------

Uma chegou para fazer uma pesquisa comigo, contratada pelo governo do estado por meio de um tal recém criado SAT, Serviço de Atendimento ao Torcedor. Ia me perguntando questões relativas à infra-estrutura, ao atendimento no estádio e tais. E eu respondendo tudo na maior sinceridade.
Quando a resposta era "boa" - várias foram, ao bem da verdade - ela passava adiante direto. Quando a resposta não era a mais desejada pelo governo, a atitude mudava.

- E a chegada ao estádio, foi boa, razoável ou ruim?
- Ruim. Muito engarrafamento.
- Ah, mas o senhor também chegou em cima da hora!
- O jogo era dez, eu cheguei sete. E ainda que eu tivesse chegado em cima da hora estaria insatisfeito com o engarrafamento.

Ao final da pesquisa, uns bons quinze minutos depois, havia um campo para sugestões.

- O senhor gostaria de dar alguma sugestão para as futuras organizações de eventos?
- Gostaria. Coloque aí, por favor, a sugestão de venda de cerveja COM álcool no estádio.
- Mas... Senhor... Eu não posso colocar uma coisa dessas aqui!
- Ué? Como não? É a minha sugestão! Faça o favor de colocar aí, sim! Eu não respondi sua pesquisa toda na maior boa vontade?
...
- Êpa! Eu falei COM álcool! Sem álcool tem aí. E é horrível.

No final das contas anotou.

-----------------------

Perto da hora de começar o jogo, eu lá esperando, e sentados atrás de mim um garoto de seus oito/dez anos e sua mãe altamente maluquinha. Fiquei meio com pena, até, do pobre.

- Moço, moço! Ei, moço!
O cara, com um isopor da Kibon, sobe com o custo inerente a tal ação, uns três níveis da arquibancada que a esta altura já estava lotada.
- É água, aí?
- Não, senhora. É picolé...
- Não tem água?
- Não, senhora. Só picolé.
- Então o senhor faz um favor, para mim. Quando o senhor ver o moço da água diz para ele que é para passar por aqui.
O menino, que estava bem quieto, não se conteve mais.
- Você é abestalhada, é, mãe?

-----------------------------------------------

O lugar que eu estava custava R$ 250,00. Lógico que eu não comprei - ganhei de alguém que ganhou de graça.
Mas o resultado mais interessante, socio ou antropologicamente, nisto, era a postura dos torcedores. Não tinha aquela animação de um Ba-Vi, ou de um Vitória e Flamengo ou Bahia e Flamengo, aos quais eu estou mais acostumado.
Teve uma hora que eu me exaltei um pouco e soltei uns palavrões. Depois olhei em volta e fiquei até com vergonha. Quase não saia um palavrão na torcida. O pessoal gritava mais coisas do tipo "Você é ruim!" ou "Não foi falta, não!", ou até "O juiz tá equivocado!".
Sem sal.

O novo assusta

01/09/2009

Quando o politicamente correto não...

...ditava a norma, a comunicação era mais sincera!
(Dá pena do pobrezinho...)

28/08/2009

Em inglês.

Toda vez que eu viajo de avião e o piloto começa a dar aquelas informações no microfone: "Senhoras e senhores, informamos que o nosso pouso está confirmado para às dezenove horas e cinqüenta minutos, em Nova York faz um tempo agradável, a temperatura é de vinte graus..."
Enquanto ele está falando em português, e eu já sei que ele vai falar em inglês, "Ladies and gentleman" e tal, e fica um daqueles pensamentos recorrentes na minha cabeça, como se ele fosse mandar:
"Ladies and gentlemen.... this is Mambo number five!" Tuntstuntstunts-tchararã-tunts..

24/08/2009

Para sempre R...

Assistia ontem à (ótima) peça Renato Russo, no TCA. Em um dado momento, o “Renato” se posta no estilo voz e violão, canta umas e interage com o público, como supostamente faria o Renato.

Resultado: deu ousadia pra plebe baiana, não deu outra – “Toca Raúl!!!!”.

E acabou que ele tocou – “Cowboy Fora da Lei”.

 

(Quanto ao título: por mim, para sempre ambos.)

20/08/2009

A cerveja, o cigarro e o estado fascista.


Nem acho muito válido o argumento de que temos problemas maiores para resolver, porque resolver problemas sempre é bom, maiores ou menores.
Mas a lei é radical e estúpida. Tenho até que concordar o argumento que todo mundo acabava por ir para os lugares onde é permitido fumar. Mas, se fosse para dar opções a essas pessoas, que se criasse maiores incentivos para "ambientes livres de cigarro", incentivos suficientes para multiplicá-los por aí dando boas opções para os que não querem tolerar cigarro. Ou então, vá lá, criassem um novo imposto/taxa/contribuição para os ambientes nos quais se permita fumar (se bem que o fumante já paga pencas de impostos por seu vício).
Mas tudo agora é radical, assim. Justificam-se os meios pelos fins, e o radicalismo tem aparecido bem na foto. A Lei Seca é radical, a lei antifumo é radical, o toque de recolher para os jovens é radical, as ações afirmativas são radicais (a sociedade ultra-moralista, que é tema de Camila), o politicamente correto é cada vez mais radical, e a consciência "pop" é domada. Quase todo mundo acha bonitinho ter/dar a opinião de bom samaritano.
Como disse o Marco Aurélio, é o estado nos tratando como idiotas. (E muitos de nós achando lindo!)
E, como disse o Flávio Gomes, é demagogia para aparecer na Veja e no Fantástico com o discurso de sempre.
E, digo eu mesmo, o mundo é cada vez mais sem graça. Mas quem sabe o povo ainda aprende a votar...

[]´s

Susto

Acordado de madrugada, com janelas abertas na sala e banheiro, meia volta tenho a inconveniente visita - e olha que eu moro no terceiro andar - de algum daqueles insetos atrapalhados, que não sabem para onde vão direito, ou de uma mariposa. Aí cato o chinelo no chão, ou algo que o valha, e fico naquele balé grotesco de tentar acertar o desavisado animal, até conseguir.
Estava agorinha, aqui, vendo o Jô e acessando uns blogues que há tempos não lia, naquela tranqüilidade que só a madrugada pré-insônia pode proporcionar (esse horário ainda é "pré-insônia).
Entrou um bicho enorme aqui! Até agora não sei se erá um pássaro ou um morcego - estou inclinado a acreditar na segunda alternativa. Deu uma rasante a uns dez centímetros da minha cabeça, e eu pulei deitando na cama, como se fosse um soldado pulando numa trincheira. Foi o tempo só do animal dar meia volta e sair pela porta da sala, por onde entrou. Dei outro pulo, fechei a porta, e tirei um tempo para me divertir da minha triste situação.
Agora vou ter que catar o chinelo e ir para a sala, ver se o tal bicho ainda está lá, e tomar uma providência.
Lá se foi minha madrugada tranqüila.

18/08/2009

Fascismo

Acabei de assistir mais um filme cuja temática de fundo era o rock inglês, anos 60, e tal. Me faz pensar que outrora, não só lá, é claro, as pessoas bebiam, fumavam (não só cigarro), eram promíscuas, politicamente incorretas e, longe de fazer mal a alguém, elas se divertiam.
Para algum radical que me interpele, digo logo: claro que faziam mal a si mesmas, mas, quer saber? Foda-se!
Ninguém, que eu saiba, falou em proibir o nenênzinho da mamãe (nem o José Serra) de tomar seu leite com granola de manhã e fazer uma colonoscopia por mês de check-up.
E não é justo que a polícia reprima quem quer que seja por querer fumar numa boate de música eletrônica ou rock'n roll.
Essa política de restringir cada vez mais o comportamento é fascista. E contra esse tipo de coisa, só tem um jeito - desafio, transgressão, quiçá revolução.

17/08/2009

Insônia forte

Minha insônia hoje está resistindo a dois Rivotril 0,5mg. Preciso de um sossega-leão mais forte.
Pela manhã, tenho que estar às 08:30 num treinamento em Brotas, e desse jeito, vou estar lá acabado.
Será que é muito problemático tomar um terceiro Rivotril?

[]´s

15/08/2009

El Método


Tem o papel alumínio na janela, que faz barulho com o vento que passa pela esquadria do vidro, e frustra uma parcela importante das minhas tentativas de pegar no sono. Já tentei várias vezes pegar no sono essa noite, mas não deu. Já tentei várias vezes melhorar a fixação do papel alumínio, mas nunca ficou um serviço de qualidade. E olha que não é uma coisa tão difícil.

El Método é um filme espanhol, de 2005. Um filme simples, com alguns candidatos numa entrevista de emprego que não chega a surpreender quem já leu as práticas corporativas da Brahma orgulhosamente descritas na Exame (uma entre tantos exemplos).

Quase que eu não assisti. Não me senti lá muito atraído por essa descrição - "candidatos em entrevista de emprego de multinacional em Espanha com o método xalalãns". Mas teria perdido um bom filme. Tem uma bela metáfora no final, e inspira reflexões. Aliás, com uma boa construção de personagens e um tema como esse, é de se esperar que um roteirista com sensibilidade consiga nos contar uma história interessante, e nos fazer pensar num mundo de entrelinhas.

Bom... Tá recomendado.

E aproveitando o texto, se porventura algum(a) médico(a) ler isso aqui, eu estou curioso para entender como alguém que retirou as amígdalas (com sucesso, segundo a cirurgiã) pode ter uma dor de garganta das boas. Tomei mais chá essa noite que um indiano da novela das oito. Devo ter empatado com o meu avô Chefe. Aceito explicações e recomendações nos comentários.

[]´s

08/08/2009

Estagiária nova


A nova estagiária, lá no trabalho, chama-se Maria Luisa, "mas todo mundo me chama de Méurilu". E é bonitinha, a peste.
Meu pensamento irrequieto, como não poderia deixar de ser, agora fica o tempo todo com a piada-pronta, digna de Casseta & Planeta.

"Eu tinha
Uma estagiária
Que se chamava Mary-Lou

Um dia

Fiquei com fome

..."

04/08/2009

Todo Mundo é Comediante

Aniversário do Fusca, comemorado pelo Clube do Fusca da Bahia e pelo clube de antigomobilismo. Lá ia eu chegando no tal encontro de fuscas, no estacionamento do parque da cidade, com meu besourinho verde. Na chegada, passava por um estacionamento comum, onde haviam Palios, Gols, Kas e Celtas, e vendo à frente os belos Fusquinhas e companhia, com plaquinhas pretas e tais. Uns cones dividindo a parte do estacionamento onde estavam os fuscas da parte onde estavam os demais carros.

Não sabia direito como a coisa funcionava, e ao chegar tinha um funcionário do evento junto aos cones, que foi chegando junto ao carro.

 

- Como é aí, amigo? Todo fusca entra ou tem alguma distinção!

E ele me responde, já retirando os cones.

- Não! O pessoal disse que estava vindo aí um fusca verde. Deve ser você!

 

Não dá mais para confiar em ninguém. Todo mundo é comediante, hoje em dia.

30/07/2009

Especialista em traição





Na chamada do Globo Repórter, na TV, que essa sexta será sobre traição, anunciou-se a entrevista com uma escritora americana que rodou o mundo pesquisando o tema. Ainda durante o comercial, passou um pequeno trecho dela falando. Arranhava um fraco português - deve ter passado muito tempo aqui, dado o tema - entrecortado de "ahhhn..." e com sotaque do Illinois.

- A molher parra trrair prrecisa un motivow. O homem prrecisa una molher!

Eu, cá, com meus botões:

- E tem lá melhor motivo?

24/07/2009

Ajuste.

Confirmei hoje uma desconfiança velha, a de que a minha balança quebra meu galho. Quebra. E é em dois quilos.
Isso resulta em que o meu caminho até o peso desejado, hoje, ficou mais longo em dois quilos.
Mas a cetose continua.

15/07/2009

Sobre o Cruzeiro

Triste nadar tanto e morrer na praia. Sobretudo quando você é morto por argentinos...

09/07/2009

Pequena teoria sobre os salários



Ouvi outro dia uma teoria, se é podia ser classificado como tanto, sobre a faixa salarial de R$ 2.000,00 aos R$ 20.000,00. Segundo o autor da elucubração, a vida de quem ganha R$ 2.000,00 é muito parecida com a de quem ganha R$ 20.000,00. Freqüentam mais ou menos os mesmos lugares, tem possibilidades parecidas de consumo, mudando um pouco o bairro ou a categoria do automóvel.
Naturalmente o autor estava na turma dos que ganham R$ 20.000,00.

07/07/2009

Desistindo


Eu ando reconhecendo tantas derrotas e desistindo de tanta coisa, que tô ficando meio que sem metas.

Por isso estou pensando em adotar agora a meta de ficar rico.

(A meta de ser engraçado, ainda não abandonei. Mas tô quase...)

04/07/2009

Lá vou eu de novo..,

Já estou, mais uma vez, em cetose.
(Esse texto dava num Twitter...)

[]´s

25/06/2009

Oscar Filho

Já estava desconfortavelmente instalado no meu assento do Airbus A330 (!), Salvador - São Paulo, quando passa ninguém menos que o pigmeu mais tchuque-tchuques da TV brasileira: Oscar Filho, o pequeno pônei do CQC.
Quer dizer... Não é um Danilo Gentili, ou um Rafinha Bastos, mas ainda assim... Antes ele que o Marco Luque, ao menos.

OF - Porquê? Você acha eles mais bonitos do que eu, é isso?
DP - Não... Mais engraçados, mesmo.

----(O diálogo acima é mera ficção, naturalmente. Mas até que poderia ter ocorrido.)

Descia do Shopping Higienópolis em direção à estação Marechal Deodoro, um frio daqueles, noite já avançada, e na caçamba d'um caminhão encostado um trabalhador entregava, meio que jogando, sacos de cimento para os seus dois colegas, que os carregavam para um terreno ao lado. A atividade tomava o espaço da passagem, mas eu ainda me aproximava e não tive que parar.
Entregou para o primeiro, que saiu, para o segundo, e calhou de sincronizar a ida deste segundo com minha passagem, o que me deixou o caminho desobstruído.
O camarada, que acompanhava minha apreensão, me olhou com uma expressão algo sorridente.

- Nem adianta me entregar que eu não vou carregar, não. - retruquei.

-----------(Forma de cortar o frio?)

Sei que não é lá assunto, mas agora tenho um celular com TV. (Um brinde à 25 de março!) Isso é bom especificamente porque eu não deixo mais de sair nas manhãs de domingo, quando houver Fórmula 1.

---------(E tela sensível ao toque!)

Gripei feio. E, como se pode perceber claramente, para completar estou com insônia...

21/06/2009

A parte que não se aproveita

É claro que não se publica no orkut as fotos disso, mas a gente tem que reconhecer a existência disso.
Eu faço coisas das quais me arrependo, além de me arrepender de coisas que eu não fiz. Eu fico triste, às vezes. Às vezes acho as coisas difíceis. Algumas besteiras, volta e meia, me parecem obstáculos quase intransponíveis.
Tenho momentos que eu não quero as festas, e tenho vergonha de alguns aspectos de quem eu sou. Tem momentos que eu não quero ver nada nem ninguém, e sequer quero as janelas abertas. Quando isso acontece em fins de semana, ou em finais de tarde, freqüentemente levo a cabo tais (não) quereres.
Será que quem vai sempre nesse ânimo, sempre em frente, sem arrependimentos, sem tempo para o outro lado, sabe direito para onde está indo? Dá tempo para traçar, analisar, corrigir algum rumo?

21/05/2009

Mais uma dessas noites acordado...


E eu cheio de coisas para resolver pela manhã. Agora durmo até onze e pouco da manhã, e só dá tempo de acordar com pressa para o trabalho.

Mas eu estava aqui pensando que se porventura chover aos cântaros, como tem sido tão comum nos últimos dias, e o céu bem que está armado para tanto, ao menos não fico ressentido por não ter feito. Afinal, debaixo de tororó não ia ter jeito, mesmo.

--------------------

Um detalhe interessante das seleções internas da empresa é um requisito que de uns tempos para cá tem aparecido. Dentre aqueles tantos, batidos: dinâmico, comunicativo, empreendedor, etc., agora vem o "auto-motivável".
Ou seja: ainda que a empresa não te pague bem, que você não veja resultado no seu trabalho, que seja tratado mal pelo gerente, que tenha um trabalho chato, hoje em dia você pode ser simplesmente "auto-motivável" e, às favas com tudo isso, botar um sorriso no rosto e dar conta do recado. Eu achei ótima. A um bom funcionário, desses que se quer selecionar hoje em dia, convém ser um moto-perpétuo.


[]´s

06/05/2009

Os meninos

O texto é da minha mãe. Mandou por e-mail com o título acima, e a recomendação "para o seu blog". Segue, então, que mãe é mãe e a gente que não obedeça...

"Tenho feito algumas coisas interessantes, outras chatíssimas, e hoje eu me dei folga. Comecei o dia numa chamada que a escola de Davi me deu. Vexame. Sentada na sala da diretoria, Davi ao meu lado, a diretora mandando retirar das salas onde estavam dando aulas cada um dos professores do meu filho para me dizerem pessoalmente: disperso, dorme durante a aula, conversa, brinca, chega atrasado, não faz a tarefa, amarra as mochilas dos colegas umas nas outras e... tirou "2" (!!!) em matemática no primeiro bimestre.

Saí de lá meio zonza e fui direto procurar uma professora particular para o reforço porque matemática também é o meu ponto fraco. Em casa dei orientações categóricas à empregada sobre o horário de Davi dormir e de acordar quando eu não estiver presente. E quando ele chegou eu o levei para o quarto para um papo sério, tipo: o que é que tá dando em você? nunca tinha recebido queixas de você! você viu que situação? que mico! Ao que ele respondeu tranquilo:

- Que situação, mãe? Você não imagina o que os outros pais passam!

- Aquela mulher é muito exagerada, mãe.

- Tive o maior azar que a professora de geografia não tava lá... era a única que ia me defender... mas o professor de história foi mais ou menos, né, mãe?

- Mãe, por favor, mãe, pelo amor de Deus, faz uma carta prá diretora me liberando das aulas de religião, mãe! Eu não aguento mais aula de religião...

Deixou escorrer lágrimas silenciosas quando eu determinei que ele iria acordar 10m mais cedo e comemorou quando eu avisei que vai ter aulas particulares de matemática com a moça que mora aqui no andar de baixo.

- Ela é uma gata!

Incrível como uma pessoa muda automaticamente ao fazer 13 anos. Na mesma semana a gente tem que se sintonizar.

Telefonei para Diógenes e contei tudo. Ele enfeza quando Davi sai da linha. Apenas quinze anos de diferença e ele esqueceu quem era nessa idade. Mas quando falei das aulas de matemática...:

- É com essa moça aí de baixo, mãe? Me dê aí os horários que eu vou comparecer também!

Eu relaxei. Esses meninos não têm jeito, e eles se viram. Instintivamente me dei folga e aproveitei para "folhear" o blog de Diógenes, que quase nunca visito. Adorei. Fiz uma seleção para guardar e para orientar as próximas visitas. Eu lia salteado mas agora vou virar blogueira. Diógenes é, Davi diz que é, então é bom."