09/07/2009

Pequena teoria sobre os salários



Ouvi outro dia uma teoria, se é podia ser classificado como tanto, sobre a faixa salarial de R$ 2.000,00 aos R$ 20.000,00. Segundo o autor da elucubração, a vida de quem ganha R$ 2.000,00 é muito parecida com a de quem ganha R$ 20.000,00. Freqüentam mais ou menos os mesmos lugares, tem possibilidades parecidas de consumo, mudando um pouco o bairro ou a categoria do automóvel.
Naturalmente o autor estava na turma dos que ganham R$ 20.000,00.

07/07/2009

Desistindo


Eu ando reconhecendo tantas derrotas e desistindo de tanta coisa, que tô ficando meio que sem metas.

Por isso estou pensando em adotar agora a meta de ficar rico.

(A meta de ser engraçado, ainda não abandonei. Mas tô quase...)

04/07/2009

Lá vou eu de novo..,

Já estou, mais uma vez, em cetose.
(Esse texto dava num Twitter...)

[]´s

25/06/2009

Oscar Filho

Já estava desconfortavelmente instalado no meu assento do Airbus A330 (!), Salvador - São Paulo, quando passa ninguém menos que o pigmeu mais tchuque-tchuques da TV brasileira: Oscar Filho, o pequeno pônei do CQC.
Quer dizer... Não é um Danilo Gentili, ou um Rafinha Bastos, mas ainda assim... Antes ele que o Marco Luque, ao menos.

OF - Porquê? Você acha eles mais bonitos do que eu, é isso?
DP - Não... Mais engraçados, mesmo.

----(O diálogo acima é mera ficção, naturalmente. Mas até que poderia ter ocorrido.)

Descia do Shopping Higienópolis em direção à estação Marechal Deodoro, um frio daqueles, noite já avançada, e na caçamba d'um caminhão encostado um trabalhador entregava, meio que jogando, sacos de cimento para os seus dois colegas, que os carregavam para um terreno ao lado. A atividade tomava o espaço da passagem, mas eu ainda me aproximava e não tive que parar.
Entregou para o primeiro, que saiu, para o segundo, e calhou de sincronizar a ida deste segundo com minha passagem, o que me deixou o caminho desobstruído.
O camarada, que acompanhava minha apreensão, me olhou com uma expressão algo sorridente.

- Nem adianta me entregar que eu não vou carregar, não. - retruquei.

-----------(Forma de cortar o frio?)

Sei que não é lá assunto, mas agora tenho um celular com TV. (Um brinde à 25 de março!) Isso é bom especificamente porque eu não deixo mais de sair nas manhãs de domingo, quando houver Fórmula 1.

---------(E tela sensível ao toque!)

Gripei feio. E, como se pode perceber claramente, para completar estou com insônia...

21/06/2009

A parte que não se aproveita

É claro que não se publica no orkut as fotos disso, mas a gente tem que reconhecer a existência disso.
Eu faço coisas das quais me arrependo, além de me arrepender de coisas que eu não fiz. Eu fico triste, às vezes. Às vezes acho as coisas difíceis. Algumas besteiras, volta e meia, me parecem obstáculos quase intransponíveis.
Tenho momentos que eu não quero as festas, e tenho vergonha de alguns aspectos de quem eu sou. Tem momentos que eu não quero ver nada nem ninguém, e sequer quero as janelas abertas. Quando isso acontece em fins de semana, ou em finais de tarde, freqüentemente levo a cabo tais (não) quereres.
Será que quem vai sempre nesse ânimo, sempre em frente, sem arrependimentos, sem tempo para o outro lado, sabe direito para onde está indo? Dá tempo para traçar, analisar, corrigir algum rumo?

21/05/2009

Mais uma dessas noites acordado...


E eu cheio de coisas para resolver pela manhã. Agora durmo até onze e pouco da manhã, e só dá tempo de acordar com pressa para o trabalho.

Mas eu estava aqui pensando que se porventura chover aos cântaros, como tem sido tão comum nos últimos dias, e o céu bem que está armado para tanto, ao menos não fico ressentido por não ter feito. Afinal, debaixo de tororó não ia ter jeito, mesmo.

--------------------

Um detalhe interessante das seleções internas da empresa é um requisito que de uns tempos para cá tem aparecido. Dentre aqueles tantos, batidos: dinâmico, comunicativo, empreendedor, etc., agora vem o "auto-motivável".
Ou seja: ainda que a empresa não te pague bem, que você não veja resultado no seu trabalho, que seja tratado mal pelo gerente, que tenha um trabalho chato, hoje em dia você pode ser simplesmente "auto-motivável" e, às favas com tudo isso, botar um sorriso no rosto e dar conta do recado. Eu achei ótima. A um bom funcionário, desses que se quer selecionar hoje em dia, convém ser um moto-perpétuo.


[]´s

06/05/2009

Os meninos

O texto é da minha mãe. Mandou por e-mail com o título acima, e a recomendação "para o seu blog". Segue, então, que mãe é mãe e a gente que não obedeça...

"Tenho feito algumas coisas interessantes, outras chatíssimas, e hoje eu me dei folga. Comecei o dia numa chamada que a escola de Davi me deu. Vexame. Sentada na sala da diretoria, Davi ao meu lado, a diretora mandando retirar das salas onde estavam dando aulas cada um dos professores do meu filho para me dizerem pessoalmente: disperso, dorme durante a aula, conversa, brinca, chega atrasado, não faz a tarefa, amarra as mochilas dos colegas umas nas outras e... tirou "2" (!!!) em matemática no primeiro bimestre.

Saí de lá meio zonza e fui direto procurar uma professora particular para o reforço porque matemática também é o meu ponto fraco. Em casa dei orientações categóricas à empregada sobre o horário de Davi dormir e de acordar quando eu não estiver presente. E quando ele chegou eu o levei para o quarto para um papo sério, tipo: o que é que tá dando em você? nunca tinha recebido queixas de você! você viu que situação? que mico! Ao que ele respondeu tranquilo:

- Que situação, mãe? Você não imagina o que os outros pais passam!

- Aquela mulher é muito exagerada, mãe.

- Tive o maior azar que a professora de geografia não tava lá... era a única que ia me defender... mas o professor de história foi mais ou menos, né, mãe?

- Mãe, por favor, mãe, pelo amor de Deus, faz uma carta prá diretora me liberando das aulas de religião, mãe! Eu não aguento mais aula de religião...

Deixou escorrer lágrimas silenciosas quando eu determinei que ele iria acordar 10m mais cedo e comemorou quando eu avisei que vai ter aulas particulares de matemática com a moça que mora aqui no andar de baixo.

- Ela é uma gata!

Incrível como uma pessoa muda automaticamente ao fazer 13 anos. Na mesma semana a gente tem que se sintonizar.

Telefonei para Diógenes e contei tudo. Ele enfeza quando Davi sai da linha. Apenas quinze anos de diferença e ele esqueceu quem era nessa idade. Mas quando falei das aulas de matemática...:

- É com essa moça aí de baixo, mãe? Me dê aí os horários que eu vou comparecer também!

Eu relaxei. Esses meninos não têm jeito, e eles se viram. Instintivamente me dei folga e aproveitei para "folhear" o blog de Diógenes, que quase nunca visito. Adorei. Fiz uma seleção para guardar e para orientar as próximas visitas. Eu lia salteado mas agora vou virar blogueira. Diógenes é, Davi diz que é, então é bom."

01/05/2009

Davi tem um encontro.

Davi fez aniversário esses dias - treze anos - e ganhou alguns bons presentes em dinheiro - bons de uma forma que na minha época de menino nem se sonhava em ganhar...
Hoje minha mãe, após me ajudar com o Fusca, se queixou que ainda teria que levar Davi no shopping para comprar umas roupas, que ele teria um encontro no sábado (depois de muito tempo na seca) e queria comprá-las para ir bem apresentado. Me ofereci.
Levei ele e busquei Tiago, também - nosso primo da idade de Davi, "parceirão" dele, que ele havia convidado para ajudar a escolher as roupas.
Larguei-os fazendo as compras e fui comprar uns remédios que minha velha pediu. Quando os reencontrei, já estavam com algumas sacolas (SeaWay) e queriam ir na Mahalo para comprar um "capote" - casaco.
Fomos. Ao chegar lá, Davi escolheu um casaco pesadíssimo, do tipo que não faz nenhum sentido em Salvador, mas que tem um jeitão meio "rapper" ou "hip-hop" (vai saber) norte americano e que é (sic) moda. Por R$ 125,00 (!). Comprou sob meus protestos - o dinheiro é dele, não era o caso de fazer mais que opinar. Depois fiquei sabendo que a compra totalizou R$ 275,00 (!!), praticamente tudo o que ele ganhou no aniversário, sendo que tinha sido esse "capote", um boné de R$ 50,00 (!!!), e uma bermuda e uma camiseta que somadas davam R$ 100,00 (!!!!). Tudo de marca chique, com a marca bem estampada...
Voltei para casa discutindo, tentando explicar para ele que ele estava se comportando de forma fútil, que esse negócio de ficar comprando roupa de marca é bobagem, que se preocupar tanto com isso é um comportamento superficial.
Eles (ele e Tiago, enquanto ainda estava no carro) contra argumentaram que isso impressiona as meninas, e que a importância era que isso vai "render mulher".
Contra isso meu primeiro argumento foi que eu, mesmo, nunca precisei dessas coisas para me virar. Exemplifiquei que temos primos da minha idade que se vestem desse jeito "na moda", e outros não, e que todos tem (belas) namoradas, indistintamente em relação ao vestir. Ainda argumentei que em nossa idade fala-se muito do carro, mas variamos (primos) do Fusca ao Stillo, e isso também não define nada.
Tentei incutir nas cabecinhas dos dois que as meninas não vão gostar deles por eles serem super bem vestidos, mas por eles serem legais com elas, saberem bater um bom papo, serem divertidos, cavalheiros, atenciosos, etc... Claro que devem parecer bem cuidados, razoavelmente bem vestidos, mas não a ponto de gastar dinheiro (e muito) com isso. As roupas que minha mãe dá a Davi, sem ele precisar tirar um tostão do bolso, já são bem legais, e ele teria coisas muito mais interessantes para fazer com a grana dele.
Eis que, a essa altura, me surgiu uma pequena desconfiança.

- Moleque... E sobrou dinheiro para você sair com a menina, sábado?
- Sobrou, velho! Minha mãe me deve quinze conto, ainda...
- Ué. Mas quinze reais é pouco!
- Não. Mas eu ainda tenho um pouquinho aqui... Com trinta reais dá para sair tranqüilo!
- Trinta? Venha cá: você não vai pagar o cinema da menina, não?
- Oxe! Eu? Pra que?
- Para ser gentil com ela, ora bolas! Ser cavalheiro!
- Ih, rapaz! Já vi que você não vive no século vinte e um, não!
- Eu sou meio antiquado, mesmo. Mas quem tá mostrando que não entende nada de mulher é você...

Meninos. Tomara que cresçam. :)

23/04/2009

Umas cervejinhas...

Retornei uma ligação que Mariazinha tinha me feito mais cedo, sem saber do que se tratava, e, após os cumprimentos habituais, veio a pergunta.

- Ó... Você não quer umas cervejinhas, não?
- Hã?

Foi meio inesperado, a primeira impressão foi que tinha sido um jeito estranho de chamar para tomar uma, mas logo associei com a festa de Maurício que havia acontecido esse sábado, e da qual, pelo que me lembro (saí no lixo) sobrou um bocado de cerveja, realmente. E como a referência de cachaceiro soy yo...

- Sobrou da festa de Maurício e você não tá sabendo o que fazer com elas, né, tia?
- É.
- Quero, sim! Valeu.
- Mas não é só isso, não. Tenho que tirar da geladeira de minha mãe, que ela chega de viagem amanhã. Vai ficar feio sua vó chegar e achar a geladeira dela cheia de cerveja, né?
- Ah, claro! Hehe... Passo para buscar hoje à noite!

(Entendi...)

07/04/2009

Presente de Ana

Ana é tipo minha segunda mãe, por circunstâncias da vida. Fez aniversário em fevereiro. Minha velha mãe, Lessi, a titular da pasta, quando conversamos sobre isso sugeriu:

- Você, Luciana e Davi deveriam esse ano dar um presente legal para Ana!

Concordei. Ano passado, afinal, nem lembro se dei presente. Se dei, foi fraco.
Com um bom atraso fui ao Iguatemi. Comprei alguns presentes que estavam pendentes e o de Ana foi o com limite mais alto de preço, para fazer jus à proposta. Não digo quanto foi porque seria uma deselegância. Foi uma bolsa bacana, mesmo.

Deixei em casa com Davi, encomendado para Ana, quando porventura ela aparecesse. Quando apareceu, abriu o presente e minha mãe viu.

Eis que esses dias, pouco depois do episódio, estive em casa, e minha mãe, com cara e jeito de sentida, me diz:

- Eu vi o presente que você deu para Ana!
- Ué? Não gostou? Foi uma bolsa legal!
- Muito legal! Quero ver é no meu aniversário!!
- ... ? Mas você mesma disse que eu deveria dar um presente legal para Ana!!
- É. Mas comigo não é assim!

Boca de zero nove, minha mãe.

04/03/2009

"De verdade"

Era sobre o cara que a paquerou. A uma dada altura da conversa, ela descreve o cara como "gordinho". Eu, querendo dirimir minha preocupação, pergunto o quanto "gordinho" ele era.

- Mas por isso não...
- Não. Não gosto de gordinho.
- Gosta sim.
- Não gosto, não!
- "Gordinho" quanto, então?
- Gordinho. Não era goooordo, não, mas era gordinho.
- "Gordinho" que nem eu?
- Não, ô! Ele era "gordinho" de verdade!

Falou de um jeito despreocupado e sincero. E eu fico feliz quando ouço uma dessas - não é a primeira vez. Quer dizer que, apesar de eu estar reconhecidamente precisando emagrecer - estou por iniciar um regime assim que acabar os miojos e leites em pó que ainda tem aqui em casa -, não chego a ser ainda um "gordinho de verdade"! Seja lá qual for minha classificação, é abaixo desta. Ainda bem!

[]´s

06/02/2009

O do ano.

Cheguei ontem por volta das 14:00 na feijoada de comemoração do vestibular de Caio, namorado de Priscilla, minha prima. Um bocado de moleques desconhecidos, alguns carecas por conta do vestibular, e uma senhora no meio da turma. Cumprimentei tão somente Caio e Pri, e me sentei um pouco distante. Fiquei encucado: "Será que era a mãe de Caio, e eu deveria ter cumprimentado?".

Pouco tempo depois, está Priscilla me mostrando para esta senhora, falando alguma coisa. Ela sorriu e veio em minha direção. A conversa, inicialmente, era a aproximação simpática de sempre.

- Tudo bom! Fui muito amiga do seu pai! A gente participava junto da política estudantil, quando você era pequenininho!

- Oi! Prazer! A senhora é a mãe de Caio?

- Não. Eu sou Lídice. - ela disse, com um leve ar de susto com a pergunta.

Era ninguém menos que Lídice da Mata, com a pinta na testa e tudo. E eu perguntei se era a mãe de Caio. Encaixei a continuação da conversa, puxando para o saudosismo por meu pai, mas tenho certeza de que fiquei vermelho.

Se eu tiver que ver o lado bom é que esse é o mico do ano - muito dificilmente em 2009 vou conseguir superá-lo. A não ser que Lula vá para algum aniversário de um priminho meu, ou algo que o valha...

[]´s

17/12/2008

Aproveitamento de fatores...

Se um dia for extinto o capitalismo, a simples absorção por atividades produtivas do sem-número de analistas econômicos profissionais da imprensa, especializados em previsões, que prestam provavelmente o serviço mais inútil já conhecido pela civilização, provavelmente motivaria um considerável avanço na economia.

18/11/2008

Notícias do Egito

From: marle_xavier@????? [Minha avó.]
To: neoeber@?????; cpacheco8@??????; davimoleque@????? diogenes_pacheco@?????; leniziaxavier@?????; lessivan@????? [Minha família]
Subject: Volta a Madri
Date: Mon, 17 Nov 2008 21:01:02 +0000

Oi familia:

Como estao todos aí...desejo muita paz e saude pra todos.
Estamos bem e chegamos hoje de volta a Madri. Fiquei sem dar noticias alguns dias pelas dificuldades que encontramos em encontrar tel e net...agora está mais fácil...O Egito , é um pais de muitos contrastes. Tanta sabedoria dos ancestrais e hoje um povo dizimado pela furia dos invasores...muita pobreza, muitos pedintes, ao lado de palacios e mesquitas suntuosas.
Depois contarei mais...Iremos, talvez , amanha para as ilhas Canarias..ficaremos numa ilha vulcanica e descansaremos por là do pique que estivemos estes dias.
Agora poderei dar mais notícias, pois, aqui tudo é mais fácil.
Beijos para todos e o meu carinho de mae, e avó.

Marle

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Respondi:
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Vó,

Veja lá aonde a senhora vai parar. Se a ilha é vulcânica, presume-se que há risco de erupção...
Portanto, vendo qualquer fumacinha, corra para o mar (nunca para as montanhas).
No avião devem lhe dar maiores instruções de precaução contra tal perigo.

Beijos! Boa sorte!

16/11/2008

Ignorando a entropia...

Mas me parece lógico que, nas previsões, quando estendemos nosso prazo ao infinito, tudo tende a acontecer.

[]´s

03/10/2008

Lista das 4 coisas.


Lista das quatro coisas, recebida de Rina.

Quatro empregos que já tive:

- Técnico em Micro-Informática (montagem e manutenção de computadores);
- Auxiliar de programação (bancos de dados em Clipper);
- Estagário da compensação do Banco do Brasil;
- Funcionário da Caixa.

Quatro filmes que assisto sempre que passam:

- K-9
- O Resgate do Soldado Ryan
- De Volta Para o Futuro (qualquer um deles)
- O Pai da Noiva

Quatro programas que gosto na Tv:

- Programa do Jô
- Simpsons
- Friends
- Jogos do Flamengo

Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:

- Sabrina Sato
- Juliana Paes
- Grazi Massafera
- Ana Paula Arósio
(Todas procurando conversa, mas eu não dou bola...)

Quatro coisas que não sei, mas deveria:

- Dizer não
- Disfarçar bem
- Ganhar dinheiro
- Paquerar

Quatro coisas que faço diariamente:

- Tomar banho
- Usar cotonetes
- Dirigir
- Exercitar a paciência

Comidas que gosto:

- Farofa de ovo
- Pizza
- Quase qualquer coisa feita de amendoim
- Canjica

Quatro objetivos a curto prazo:

- Me formar
- Começar a ganhar uma quantidade melhor de dinheiro
- Colocar Davi numa escola melhor
- Fazer mestrado

Passo essa lista para Dito, Carol, Ane e Léo. (E quem mais se sentir à vontade.)

[]´s

Debate dos prefeituráveis de Salvador.

Estava, agora mesmo, assistindo ao debate dos candidatos a prefeito de Salvador. Aquela velha história: políticos profissionais, que dificilmente temos como escolher pelo discurso, pois, ao menos nisso, eles são excelentes.
Mas, por dois momentos o debate "se pagou". Primeiro quando Imbassahy reduziu a eleição de João Durval ao congresso, ao fato do seu filho, João Henrique, ser o atual prefeito de Salvador. João Henrique ficou completamente puto da vida - e não descoberto de razão, pois muito do que Imbassahy é na política hoje, e do que é ele próprio, João Henrique, se deve à raposa velha em questão. Se não fosse negro, tinha ficado vermelho, enquanto soltava os cachorros para cima do tucano. Deu até direito de resposta, por tê-lo chamado de "mau-caráter e olho-junto".
Mas o melhor momento, mesmo, foi quando Hilton repetiu uma pergunta que já tinha feito em oportunidade anterior a "ACMinho Neto", como chama o próprio Hilton. A história é boa, para quem tiver paciência.
Aqui em Salvador tem um comunicador - começou no rádio e, há muito, já tem programa de TV - com grande respaldo nas classes mais pobres, chamado Raimundo Varella. Já se falou até em ele ser candidato a prefeito, mas não se concretizou.
Pois bem: Varella apóia o mini-problema, ACMinho Neto, que se diz muito satisfeito com esse apoio. Só que "Seu Valéra", como também é conhecido, à época da aprovação do PDDU, denunciou que muitos vereadores - citando inclusos os do DEM, partido de ACMinho - receberam a "colaboração" de R$ 300.000,00 para votar na aprovação (de madrugada) do Plano. Plano esse que, por sinal, é uma bomba, e revisá-lo ou refazê-lo do zero, uma das principais bandeiras da maioria dos candidatos.
Naturalmente os vereadores negaram as acusações.
Hilton perguntou, então, nesta situação, onde estava a verdade e qual era o motivo do desencontro das informações.
ACMinho, por sua vez, pegou o microfone e, de uma tacada só, em seus módicos dois minutos:

- Disse que Hilton deveria fazer a pergunta diretamente para Varella, que era fácil de achá-lo;
- Reafirmou o compromisso com a verdade, a honestidade, responsabilidade, ética, competência, e todos os adjetivos afins, de Varella, e que se orgulhava de tê-lo ao seu lado;
- Reafirmou o compromisso com a verdade, a honestidade, responsabilidade, ética, competência, e todos os adjetivos afins, de todos os vereadores do DEM, e ainda pediu voto para eles;
- Disse que o partido dos Democratas tinha muito orgulho de ter votado no novo PDDU, para modernizar Salvador, e...;
- TCHARAM!: Fechou dizendo, como se não bastasse, que revisaria e reconstruiria ponto a ponto o PDDU, de forma a melhor atender as necessidades do povo soteropolitano.

Quando a câmera voltou para Hilton, ele tinha os olhos e a boca mais abertos que o normal. Contando assim parece besteira, mas foi engraçado de gargalhar, na hora.

[]´s

05/08/2008

Conseqüência de mau-gosto.

Conseqüência destes tempos de agências de notícias on-line. Esses dias temos tido que acompanhar, ainda que não cliquemos nos atalhos para ler a notícia completa, as chamadas de reportagem mais macabras da história.
"Dois braços de inglesa encontrados no Rio."
"Cabeça de inglesa encontrada no Rio de Janeiro."
"Uma perna da inglesa foi encontrada num bueiro, no Rio."

Misericórdia...

03/08/2008

Vigília


Não sei se mencionei, mas estou morando há quase um ano ao lado de uma igreja católica. Hoje à noite tem vigília. Cantam hinos há horas, sem parar, com solos, momentos graves, luzes acesas. Um pobre cachorro que vagueia por aqui, às noites, está ali no meio da pista, sentado, olhando sem entender nada. O segurança não ligou o tradicional radinho. E eu estou pensando se ligo o winamp.
Pensei em pesquisar as origens da vigília, mas preferi não. Imagino sempre algo bem medieval, assim, tipo uma corrente de fé antecipando uma invasão moura, pedindo misericórdia aos céus. Ou por fenômenos naturais - estiagens, enchentes, furacões, ou pelos cavaleiros das cruzadas. No limite, até, aguardando a volta de Jesus, após alguma previsão, sinal ou presságio...
Os portões da cidade fechados, guardas nas torres, alguns boêmios nas tavernas, bebendo muito, arrotando alto, comendo e praguejando contra o rei, os presos nas masmorras sem saber se era dia ou noite, uma cabeça de algum desobediente pendurada na praça central, ao relento, alguns membros da realeza na igreja, outros na orgia, outros dormindo nos luxuosos aposentos. Guardas à frente do palácio temendo fantasmas e passando frio. Tropas a mil quilômetros, mães desconsoladas, notícias desencontradas trazidas a cavalo. E uma vigília.
Mas aqui é Brotas, Salvador, Bahia, e o pobre cachorro não entende nada.

28/07/2008

O que fazer com o tempo...


Uma frase de MSN de gente normalzinha, que eu vejo por aí, é dando a dica de que para ser feliz não se deve se apegar a pessoas ou a coisas, e sim a uma meta.
Eu sou bem um desses caras que não consegue decidir entre uma pizza de atum ou uma lasanha de quatro-queijos, imagina lá se eu vou saber o que eu quero da vida.
Meia volta, por aí, me pego dando respostas genéricas, impensadas, para perguntas comuns. Quer ter filhos? Quer casar? Quer ter uma cerca branca? Quer viajar o mundo? Quer aventura? Quer aprender a falar javanês? Você acha que a gente encontra esse povo, depois, em outro plano?
Tem vezes que penso, me desculpem a expressão comum, que há algo de profundamente triste em ter a vida planejada, conectar a felicidade a metas, prazos e indicadores. E outras vezes penso, olha lá a autocrítica, que há algo de profundamente triste em não saber escolher entre a pizza de atum e o sanduíche da Subway. Às vezes, penso na minha idade, e por vezes parece que minha vida vai acontecendo e eu não dou muita importância.
Mas, fora estes domingos ou sábados nos quais não dá vontade sequer de sair da cama, a vida não é feita de dias tão tristes.
Talvez, quem sabe, eu devesse velejar...

12/07/2008

Eu não mereço....


A semana foi exaustiva e, cá estou eu, acordado desde as três da manhã, depois de ir dormir às dez da noite. Raramente tenho conseguido dormir mais que cinco horas. Às vezes, nem isso. O corpo acostuma a ficar em estado de alerta.
Agora eu, que sempre fui, aqui, um defensor, até em momentos difíceis, tô querendo perguntar pro Lula como é que eu vou tomar minha MERECIDA cervejinha depois de uma semana inclemente de trabalho duro e esforço. Fiz as contas e, se eu fosse para a Barra, de ônibus - que é um tanto quanto inconveniente -, gastava dois reais na ida e, na volta, teria que vir de táxi, mais uns quase vinte contos. Fecha em vinte. Vinte como plus da conta é impraticável. E isso se eu fosse na Barra - se resolvesse ir pro Rio Vermelho, prá Pituba ou outro canto qualquer, saia pior.
Se alguém já tiver encontrado a resposta para esse problema, por favor me avise. Mas nada de resposta do tipo "mete as caras, vai, e confia que não vai ter blitz". Do jeito que eu tenho sorte, quando eu virar a primeira curva VAI ter uma blitz. E eu, no mínimo, vou preso - no máximo ainda apanho da polícia, apareço no Datena, e viro clipe com funk mania na internet...

[]´s

30/06/2008

Ajuda Humanitária.

Pra vocês verem como são as coisas. A França doa dinheiro à ONU à título de "Ajuda Humanitária", ou, em outras palavras, caridade.
Mas direciona, e tem o direito de fazer isso, o dinheiro para uma ex-colônia na África, paupérrima, recém saída de guerra civil, etc, etc. E para que seja aplicado em uma consultoria, para fazer um projeto de agricultura sustentável, que diminua a insegurança alimentar na região.
Da consultoria, contratada pela ONU, participam, vejam só: nove franceses e dois não-franceses. Recebem, portanto, o dinheiro enviado pela França.
Os não-franceses tentam convencer os franceses a ir para o interior do país - que não parece nem um pouco com um passeio nos Campos Elísios, em Paris -, para estudar a fundo as necessidades e particularidades locais. Os franceses, em maioria, impõem a opinião de utilizar um estudo que já havia sido feito em um país vizinho, com pequenas adaptações, e sem necessidade de ir a lugar nenhum.
E depois, se a gente pega um informativo da ONU, tá lá essa grana, entre a muita grana que a França dá para ajuda humanitária. Vai saber o quanto não é assim...

[]´s

26/06/2008

Em Relações Internacionais

Milani joga com o regulamento. Entrega a prova no finalzinho do semestre.
Eu não estava assim tão seguro, mas quando ele chamou meu nome em terceiro lugar, pensei logo que era desses professores que organizam as provas da maior para a menor nota.
Estava certo, pelo jeito. Ele perguntou, ao ler meu nome: "Diógenes é você, né?" como quem estivesse meio surpreso.
Joguei sudoku uma vez durante a aula, e ele ficou chateado. Depois não me deu mais voz na sala. Não tive como me redimir, nem como discutir o que pensava. Mas, depois dessa nota, quem sabe ele orienta minha monografia?
Afinal, 8,4 de Milani pode ser considerado praticamente um 10.

[]´s

16/06/2008

Fortes e zangados.


Esses dias, entre um copo e outro, com uma turma boa de amigas lá em casa, preparando uma mesa de pôquer, ouvi uma frase que me provoca certo mal-estar.

- Ele acabava com você!

A frase foi cometida por uma ex-namorada (ou namorico, como ela mesma definiu). Ele, no caso, era o ex-namorado dela à época, com quem, por uma dessas confusões relacionais do meu passado pastelão, em um determinado momento houve a possibilidade de confronto físico. Com ele, quero dizer, porque com ela o confronto físico existia, mas um confronto gostoso, sem ninguém ferido no final (ou pelo menos não muito)...
O engraçado é que algumas vezes estive em situações assim – complicadas – e, na maioria delas, ouvi essa sentença da mulher envolvida. “Ele acabava com você!”. Não com as mesmas palavras, claro, mas com o mesmo espírito.
Incomoda porque:

1 - Mexe com meus brios: afinal, no canto esquerdo do ringue tem eu! (com 85 quilos, 1,75m, treinamento em nada). Briguei uma vez depois de velho e nem chegou a ser uma derrota – graças aos seguranças que chegaram rápido, senão provavelmente, dada a desvantagem numérica. Ainda assim, acho, ou quero acreditar, que me defendo bem, numa necessidade.

2 - Me deixa preocupado. Porque diabos todo corno que eu cutuco com vara curta tem que ser dos grandes? E se depois uma dessas brigas realmente sai? Porque elas não namoram uns malucos de metro e meio, sensíveis, magrinhos e asmáticos? Que escrevam poesias e toquem flauta-doce? Devem ser mais interessantes do que esses brucutus...

Por outro lado, sempre que ouço essas – e sei que não vale a pena discutir –, penso comigo mesmo, para compensar o ego, que ao menos a mulher eu peguei.

14/06/2008

Verdade seja dita.

Esses dias esteve lá, dando uma aula para a turma de Gestão Pública e Governo Local, da qual participo, o secretário de educação de um município da Região Metropolitana de Salvador. Ex-professor da UFBA, diga-se.
Um tanto desiludido com a UFBA, um tanto desiludido com um bocado de coisas. Em um momento, explicou que a prefeitura era do PSDB e que ele não é de direita, mas que a prefeitura queria alguém que resolvesse o problema, e ele queria poder resolver o problema.
E, em vários outros momentos, ele dizia por “a mais b”: que nunca houve preocupação real com a educação nesse país, até a chegada do presidente Lula; Que antes os recursos eram repassados de tal forma, seguindo tais critérios ou sem critérios claros, e que, desde o governo Lula seguem tais critérios, claros e corretos; Que os recursos aumentaram em tantos porcento, o valor para merenda de tanto para tanto mais, o salário dos professores, as exigências de formação e concurso, e tal, sempre citando o presidente Lula.
Em um dado momento, meu professor, o titular da matéria, que convidou este colega para dar a aula, interferiu:

- Mas rapaz, você tá um cabo eleitoral retado do presidente Lula, hein?

- Não sou cabo eleitoral de ninguém, Paulo! Trabalho lá a convite do PSDB, inclusive! Mas a verdade tem que ser dita! Se eu que vivo aquilo ali no dia-a-dia não disser, quem vai dizer melhor que eu?

E toda a resistência direitista, forte lá em ADM, não teve jeito de não ficar calada...

29/04/2008

Mil novecentos e oitenta e dois...

Era um desses domingos à tarde preguiçosos, assistindo Faustão, com o bucho cheio do Bobó de Camarão e do Vatapá de Dona Lurdinha.
Julinha, a neta, senta no sofá ao lado do avô, Seu Joca. Julinha tem lá seus trinta e poucos anos, e o avô passa dos oitenta, "mas com carinha de setenta e nove", dizem as netas.
Ela pousa a mão sobre as costas do avô, num gesto de afeto, e assim fica por alguns momentos, eventualmente acariciando-lhe sob o pescoço. Seu Joca, distraído, aceita a carícia, permanecendo com sua atenção voltada para a tevê.

- Ê, Vôzão!
- Diga, minha filha...
- Grande ano, hein? Mil novecentos e oitenta e dois...

O avô estranha um pouco, visto que estão beirando maio de dois mil e oito.

- Oitenta e dois, Júlia? O que é que teve?
- Ôxe, vô! Só tô dizendo que foi um grande ano! O movimento pelas diretas... E o senhor lembra da seleção?
- Eu até lembro. Era o time de Telê. Grande time! Acabou que perdeu para a Itália, por infelicidade. Mas você tinha oito anos e não estava nem aí para futebol...
- Ah, vô... Mas eu reparava um pouquinho...

A esta altura, Seu Joca tinha um ar desconfiado. Não olhava mais para a televisão, mas diretamente para a neta. Por um momento, ficaram os dois em silêncio.

- Sabe aquela galinha de vidro, que fica na estante do corredor?
- Sei, sei! Foi presente do...
- Do Coronel, não foi?
- Coronel Albuquerque! Ele e a esposa presentearam a mim e à sua avó, num jantar que demos quando eu fui promovido a Capitão.
- Quebrei...
- Ué? Não ouvi barulho nenhum?
- Foi em oitenta e dois...

O avô a encara um momento, se levanta e busca a galinha na estante. Examinando com atenção, percebe que o pescoço está colado e que há uma pequena lasca sob a asa direita. Volta-se para a neta.

- Em oitenta e dois, minha filha?
- É, vô! Mas eu não agüentava mais carregar esse segredo comigo...
- Agüentou por um bom tempo, hein?
- Olha: foi sem querer! Eu peguei da mesa de centro para colocar num lugar mais alto, porque Jana era pequena e estava querendo pegar para brincar. Aí acabei derrubando...
- Ê, menina desastrada! E é assim até hoje, né? Cê sabe que não tem importância, não, né?
- Sei, vô. Só precisava contar...
- Dá cá um beijo, minha princesinha!

Ela beija a bochecha do avô como fazia quando era pequena. O velho coloca a galinha de lado, no móvel ao lado do sofá, passa o braço sobre as costas da neta e volta a atenção para a televisão.

- Ê, Seu Joca! Vôzão!
- Ê, minha menina...
- ...
- E noventa e um, vô? Grande ano, hein?


[]´s

23/04/2008

Bobagenzinha...

Diógenes Pacheco
Vens para o aniversário de teu irmão? 15:27

Lu
Vous 15:28

Diógenes Pacheco
Vius 15:28

12/04/2008

Um momento na minha história...

Poucas vezes fui um estudante de primeira linha. Nunca estudava. Mas no segundo e terceiro ano, sob a pressão do "você tem que passar no vestibular", mudei um pouco.
Eu me sentia reconhecido, na sala, como provavelmente o terceiro mais bem-sucedido nas notas, na média geral. Tinha o Campbell, o Xampú, e tinha eu. Algumas das minhas notas, como redação e história, por exemplo, eram maiores até do que as do Xampú - mas na média ele ficava à frente porque em exatas ele mais que tirava a diferença, apesar de eu ter ótimas notas.
Era bom, porque não tinha perseguição com quem tirava notas altas - a turma toda era gente boa, bom relacionamento, cervejas e pagodes juntos, bons tempos.
Daiana era também uma aluna com desempenho de primeira, ali por perto da minha performance.
E um momento que eu me lembro, meio que de realização, foi uma vez no intervalo que Daiana perguntava sobre um problema de vetores para Campbell e eu, por perto, ao ver que ele não sabia responder, fui ao quadro e expliquei para os dois como era o funcionamento daquele sistema.
Sei que é bobagem, mas me lembro disso até hoje.
O assunto, na verdade, não veio por ele mesmo. Estou com várias cervejas na cabeça, e estava lembrando disso agora, ali, por conta de uma discussão de bar sobre inteligência, mérito, ascensão profissional e realização. Campbell hoje é rico - e não é pouco, não. Eu me defendo, aqui em Salvador, muito longe de ser rico (por muito leia-se um tanto mesmo). Daiana está no interior - sei pelo orkut - teve filho cedo, e não aparenta estar com o mesmo saldo de FGTS que eu...
Aí que nessa eu tava analisando que deu a lógica, profissionalmente. Mas no fundo, no fundo, o quanto isso importa?
Quer dizer: talvez Daiana seja muito mais feliz que eu e Campbell, talvez não, talvez as metas, os valores de cada um tenham sido diferentes.
A gente vai passando pela vida e vendo que, às vezes, desistir é uma coisa realmente boa. Porque nem todas as idéias, nem todos os planos, nem todas as minhocas que a gente planta na cabeça num determinado momento são bons. Ou, se são, às vezes são bons para um momento, e não para a vida inteira.
Eu tenho umas maluquices um tanto velhas, que eu acho que tô resistindo demais em desistir. E isso só me prejudica.
E tenho outras com as quais, com muito orgulho, vou até o fim.

[]´s

05/04/2008

Conquista! Ê-ô!


Pronto!

Acabei de empenhar a quantia nababesca de duas latinhas de cerveja, que o Vitória da Conquista vai ser campeão baiano de 2008.
Apostei com um torcedor do Bahia e um do Vitória (de Salvador).
No mínimo, se a “seleção” conquistense, o orgulho do sudoeste, for para as finais, tenho uma desculpa para ir assistir. (Mas tem que ser contra o Vitória, que se for contra o Bahia, descer para Feira para ver o jogo já é demais...)

[]´s

25/03/2008

Métodos.

Eu me lembro, não sem uma certa diversão, de uma vez que discutíamos comunismo num bar no Alto do Abaeté, eu e mais uns três duma turma maior, com cervejas e não sem alguma paixão.
Éramos outras pessoas, tínhamos outros gingados, outras percepções. Talvez menos juízo, mas nem tão menos. Aquela noite, inclusive, terminaríamos numa roubada, mas isso é substância para outra história.

Eu tive minha primeira moto, minhas aventuras de moto, minhas amantes, descobertas, minha faculdade interminável, meus fiéis camaradas, meu tempo em Candeias (e olha que esse item não é para qualquer um). Aprendi e desaprendi muita coisa. Meus dramas e minhas cenas, já tive também. Uma ou outra extravagâncias, um bocado de contingências.

Eu vejo lá no banco, não é regra, mas muito menos exceção, essa gente de métodos. Gente matinal. Pessoas que tomam de manhã seus Activias, comem fibras, praticam esportes, chegam cedo no trabalho, tem resposta para tudo, cuidam muito da família, arranjam tempo para ler, para visitar o interior, trocam de carro todo ano, saúde de ferro, amigos de sobra, futuro promissor. São pessoas casadas e felizes, ou, no máximo, solteiras convictas e felizes. Eu gosto dessas pessoas.

Eu me canso de ser tão mal-resolvido. Mas não sei se quero passar para o outro lado algum dia.

"Não dá. Amanhã tenho que acordar cedo para ir para o squash..."

(Não combina.)

14/03/2008

Era uma tarde quente...


A mesma aula de direito, de sexta, das nove à uma da tarde. Dessa vez eu cheguei mais cedo e estava sentado mais à frente. O professor falava ininterruptamente, com ênfases de voz, gesticulação abundante, interação com a turma. Havia aprendido o nome de uns quatro ou cinco alunos, aos quais pedia trechos de leitura, questionava alguns pontos do assunto, utilizava como exemplo para alguma lei.
A sala abafada, a acústica ruim, o burburinho constante, o calor que desanimava. Meu único alento era olhar aquela loira, ali perto. O professor sempre interagia com ela, o que me dava a desculpa perfeita para olhar para aquele lado.
A alguma altura dos acontecimentos o professor falou de sua profissão, delegado da civil. E, pouco depois, em algum desses exemplos, acionou a loira:

- Você, Helena! Você me disse que também é policial, né? Anda armada! Se acontecesse a situaç***...

O resto do que ele disse eu não pesquei. Depois da revelação de que ela era policial, o áudio da cena foi baixando, ficando confuso, insosso, e sumiu.
Essa Helena é minha colega em administração, e eu tenho reparado ela há uns dois semestres.
Pouco depois, por sugestão do grupo, o professor organizou a sala em semi-círculo. Ajudei com as cadeiras vazias, Helena bem ali do lado. Como não poderia deixar de ser, ficou uma cadeira vazia - porém com o material de alguém que devia ter ido ao banheiro, ou ao bebedouro - entre nós.
Logo após um comentário pertinente do professor sobre a igualdade de direitos, ela retrucou, virando para mim.

- É. Só que a mulher tem jornada tripla.
- Depende do caso.

Sorrimos cordialmente.
Pouco depois eu que puxei assunto:

- Ei.
- Hã.
- Não é cantada, não. Já reparou que você é completamente uma personagem de romance noir?
- Oi?
- É. Você é loura, bonita, elegante, dirige uma moto custom (ela tem uma Intruder 125 com bagageiros laterais de couro, que fica estacionada do lado da minha Tornado), e, ainda por cima, é policial civil. Sem falar no lugar onde você está. Uma sala abafada, monótona, com ventiladores funcionando devagar, sombra entrecortada, gente ordinária e desinteressada...
- Hahá. Gostei!
- ...
- ...

- E você? Que tipo de personagem você é?
- Eu?
- É.
- Nunca tinha pensado nisso... Mas eu não dava para grande coisa, não. Sou só um desses vira-latas que gosta de beber cerveja e jogar conversa fora.
- ...
- Acho que, na melhor das hipóteses, eu dava para ser o cara que toma cerveja, numa comédia. Talvez uma comédia romântica água com açúcar...
- Eu gosto de cerveja.
- ...
- ...
- Whisky combinaria mais... Mas... Tem alguma programação para hoje à noite?

É claro: tudo isso aí, a partir da hora que eu supostamente teria puxado assunto, não aconteceu. Foi um "flash-forward" desses, de personagem de comédia romântica. Desses que ficaram bem populares depois do Alta-Fidelidade. E que nunca realmente acontecem.